Saiba 9 áreas quentes para planejar seu futuro profissional – Portal Terra

O portal Terra divulgou ontem uma matéria sobre áreas promissoras.

Lucio Tezotto, gerente de atendimento da Catho Online, participou da resportagem.

Confira a matéria abaixo:

O ano de 2010 começou com ânimos renovados no Brasil. Ao cenário da crise mundial administrada e da estabilidade econômica no país se somam ainda a realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, além do Pré-Sal, projeto da Petrobras de extração de petróleo na camada homônima que mede 800 km entre o litoral de Santa Catarina até o Espírito Santo.

Além das oportunidades, há vagas disponíveis em diversos setores devido à falta de mão-de-obra. “Uma das principais dificuldades em expandir os negócios é a falta de pessoal qualificado, junto com limitação de recursos financeiros e falta de conhecimento do mercado em que atua. Muitos cargos de gestão deixam de ser preenchidos (coordenadores, gerentes e diretores) por falta de profissionais preparados no mercado, para atuar não apenas no mercado nacional, mas mundial”, disse Lucio Tezotto, gerente de atendimento da Catho Online.

A sustentabilidade é outro ponto a se investir. “Para as empresas inovadoras, as frentes com bom potencial de crescimento incluem soluções ambientalmente saudáveis, conhecidas internacionalmente como clean/green tech”, disse Guilherme Ary Plonski, presidente da Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e professor da USP.

Iniciativas verdes dentro de qualquer área de atuação também são bem-vindas, já que é item de seleção no mercado por outras empresas e também pelo consumidor final. O especialista afirma: ao contrário do pensamento comum, empreendimentos sustentáveis não pedem maiores investimentos. “Não significa que o valor a ser investido num negócio verde seja maior, mas é necessário mais dedicação, tempo, planejamento”, disse.

Confira abaixo 9 áreas do mercado de trabalho que prometem oferecer boas oportunidades de vagas ou crescimento:

1) Grandes eventos

As oportunidades abertas por iniciativas como Pré-Sal, Copa 2014 e Jogos Olímpicos 2016 passam principalmente pelos setores de engenharia, informação e tecnologia. “Os novos empreendimentos incluem centros de pesquisa, desenvolvimento e engenharia de empresas inovadoras nacionais e multinacionais que se instalam em parques tecnológicos”, explicou Plonski. “Essas áreas sinalizam para a oferta de soluções inovadoras, produtos e serviços intensos em conhecimento. No ambiente de parques e incubadoras, estão situadas empresas novas, fortemente articuladas com setores geradores de conhecimento e, por vezes, conectadas a empresas maduras já bem posicionadas no mercado”, afirmou Francilene Procópio Garcia, vice-presidente da (Anprotec).

2) Gestão Ambiental

A cada ano, questões de consumo consciente, sustentabilidade e ações que consideram impactos ambientais passam a ser mais importantes. Uma atividade que era considerada como diferencial, e até “luxo”, alcançável apenas para grandes corporações e empresas bem consolidadas no mercado, agora passa a ser critério para obtenção de concessão, de participação de licitações, e até mesmo de contratação de serviços terceirizados e especializados. Entre as carreiras que se destacam no setor estão a de educadores ambientais, profissionais da área de ecologia e coordenadores de responsabilidade social.

3) Construção Civil

Engenheiros e técnicos voltados para a construção civil, principalmente no Brasil, terão espaço e oportunidades nos próximos anos. Há uma tendência, iniciada ainda nesta década, de ampliação deste mercado, fortemente influenciada pelas facilidades de crédito e obtenção de recursos para financiamento, incorporação e realização de obras residenciais, comerciais e até governamentais.

4) Facilities

É o nome que se usa para definir os administradores condominiais. Essa área surge como desdobramento de funções já existentes. São os administradores que têm capacitação não só para organizar a realização de serviços básicos e operacionais dentro de um condomínio, mas também para discutir questões administrativas relacionadas ao dia a dia dos condôminos. “Essa atividade demanda capacidade de atender expectativas de clientes de alto padrão e níveis hierárquicos altos dentro das organizações, que são atendidas por estes prestadores de serviços”, afirmou Lucio Tezotto, gerente de atendimento da Catho Online.

5) Serviços de Relacionamento com o Cliente

Independentemente do segmento em que a empresa atua, a concorrência é cada vez mais cruel e sensível a erros. O bom relacionamento com clientes, seja pessoalmente, seja por telefone ou até virtualmente, é um diferencial e define a decisão de compra ou manutenção de conta dos clientes.

Profissionais com experiência no relacionamento com o cliente, com habilidades de realmente entender as necessidades de um serviço pelo qual se paga – enquanto se poderia fazer sozinho – encontram oportunidade de crescimento neste mercado. São atendentes, supervisores de atendimento, relações públicas, gestores de pós-venda e executivos de contas.

6) Tecnologia da Informação

Apesar da crise que estourou no final de 2008, afetando grande parte das economias mundiais, o Brasil foi um dos países menos atingidos e a área de TI foi uma das que menos sentiram o reflexo do problema mundial. A informação é de Daniel Marson Guedes, coordenador da área educacional de infraestrutura de TI do Senac São Paulo. “Todas as empresas utilizam computadores, internet, sistemas de informação e isto vem se expandindo rapidamente, fazendo com que a demanda por serviços de TI aumente e, conseqüentemente, por profissionais qualificados”, disse.

De acordo com o Gartner Group, a previsão de crescimento mundial nos orçamentos de TI em 2008 foi de 3,3%, sendo que América Latina cresceu 5% e, especificamente, o Brasil cresceu 10%. Em 2009, este número ficou em 0,16% no mundo e para América Latina o índice previsto foi 2,1%, um número bem acima da média mundial, sendo que o Brasil acompanhou o crescimento nos investimentos.

7) Internet

Dentro do segmento de TI, o principal fator que impulsiona o aquecimento é a Internet ou as redes de comunicação de dados. “Sendo a rede, a plataforma, outsourcing ou prestação de serviços, sistemas ERP/CRM e Business Intelligence são os serviços que mais receberão investimentos. O mercado de TI deve crescer muito com eventos como Copa e Olimpíadas. Com o surgimento do IPTV ou TV pela Internet, a tendência de disponibilização de transmissão de eventos esportivos pela Internet fará com que os investimentos em infraestrutura de redes de comunicação de dados aumentem ainda mais para suportar a transmissão. Outro ponto importante é a disponibilização de conteúdo”, disse Guedes.

As oportunidades, afirmou o especialista, virão tanto da área de infraestrutura quanto da de desenvolvimento. Na primeira, redes, servidores, segurança, redes sem fio, dispositivos de armazenamento em massa e comunicações unificadas são tecnologias que demandam cada vez mais profissionais qualificados. Pelo lado do desenvolvimento, criadores de jogos, portais e interfaces terão cada vez mais mercado com a convergência digital.

8) Produto personalizado

“Analistas que desenvolvam tecnologias personalizadas são difíceis de serem encontrados no mercado. Pessoas que estejam no segmento terão mercado certo e garantido”, disse Lucio Tezotto, gerente de comunicação da Catho Online. O especialista enumera algumas outras funções na área: assistente (e-Commerce / e-Business), administradores de redes, coordenador, supervisor ou chefe de Tecnologia da Informação (TI), analistas de conteúdo, analista de processamento de dados, analistas de sistemas.

Para se preparar para as oportunidades, as empresas pedem que o profissional tenha visão de negócios e contribua em projetos que otimizem processos e custos. E além de uma formação técnica ou superior, a certificação em tecnologias específicas diferencia o profissional. Falar um segundo idioma também é essencial.

9) Empreendedorismo feminino

O universo de mulheres empreendedoras no Brasil reúne cerca 6,3 milhões de brasileiras. Segundo dados do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), em 2001, elas eram 38% dos cerca de 12 milhões de empreendedores brasileiros. Apenas cinco anos depois, passaram a representar metade dos empresários principiantes do país. Com essa mudança de cenário, o Brasil passou a ser um dos três países com maior índice de empreendedorismo feminino no mundo. Em números absolutos, só ficamos atrás da China e dos Estados Unidos, países bem mais populosos.

O Brasil também é o segundo com maior proporção de mulheres à frente de empreendimentos novos. Perde apenas para a Hungria, onde elas são donas de dois terços das empresas nascentes. Elas se destacam em praticamente todas as áreas.

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