Internet é aliada na busca de emprego

Bater de porta em porta pedindo emprego está se tornando coisa do passado. Agora, a moda é buscar uma oportunidade através da internet, em páginas institucionais ou em sites e redes sociais especializadas.

Depois de ser mãe, Luana apostou na tecnologia e já está contratada.
A tendência é comprovada por uma recente pesquisa da empresa de cadastramento on-line e recursos humanos Curriculum. Dos 5,3 mil entrevistados, 38,1% conseguiram um espaço no mercado de trabalho com a ajudinha da rede mundial de computadores.

Foi assim, de frente para o monitor, que Luana Duarte, 26, conquistou uma vaga no setor de recursos humanos da Baterias Moura. Em agosto de 2009, ela se afastou do último emprego porque estava prestes a ter um filho. Em novembro, disposta a voltar ao mercado, mas atenta às necessidades do bebê, Luana apostou na tecnologia. “Como não podia sair por aí distribuindo currículo, fui atrás de um emprego pela internet”, lembra.

Em pouco tempo, ela soube de uma vaga em uma indústria de baterias do Recife. No portal Catho, descobriu que se tratava da Baterias Moura e tratou de enviar o currículo. Depois, em vez de só esperar pela resposta, Luana telefonou para a empresa e pediu a confirmação de recebimento. “Como muita gente se cadastra, resolvi ir além. Com a ligação, acredito que consegui chamar a atenção dos selecionadores.”

A história de Luana mostra que os sites institucionais não são o único caminho para buscar emprego. Milhares de brasileiros têm aderido aos portais de cadastramento de currículos, como o Catho (www.catho.com.br) e o Emprego Certo (empregocerto.uol.com.br). Neles, os candidatos podem disponibilizar o histórico profissional e acompanhar as oportunidades oferecidas pelo mercado. É até possível fazer uma pesquisa com filtros: determinando o tipo de atividade, local de trabalho ou as características pretendidas.

Segundo a coordenadora do curso de gestão em recursos humanos da Faculdade Marista, Ana Regina Ribeiro, a possibilidade de restringir as buscas é um dos motivos para o crescente interesse das empresas pela internet. “Os selecionadores costumam ter muita dificuldade em analisar os currículos em papel. Com os sites, fica mais fácil encontrar o profissional necessário”.

Outra opção, ainda em fase de amadurecimento, é a procura de vagas através de redes sociais, nas quais os perfis dos usuários podem funcionar como uma isca para as empresas interessadas em contratar. O sucesso da nova tendência é tão grande que já existem redes voltadas especificamente para a construção desse networking. É o caso do Linkedin (www.linkedin.com), rede gratuita em que as pessoas postam seus currículos e estabelecem contatos com outros candidatos e empresas.

Para o sócio gerente da Asap (empresa de recrutamento de executivos), Carlos Eduardo Dias, o Linkedin tem se transformado em um dos melhores meios de busca por emprego e formação de networkings. “Nele, o usuário consegue estruturar importantes redes de contatos e publicar o currículo sem precisar dizer que está atrás de um trabalho”, diz.

Confira aqui a matéria no Diário de Pernambuco.

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