Empresas abrem 78 mil vagas de estágio em todo o país; veja onde trabalhar – Portal R7

Previsão é que 210 mil oportunidades tenham sido criadas entre janeiro e março

Estudantes que quiserem entrar no mercado de trabalho devem aproveitar o começo do ano para fazer estágio. Cerca de 78 mil vagas estarão abertas em centenas de empresas durante o mês de março, segundo a Abres (Associação Brasileira de Estágios).

A oferta é sempre maior nesta época do ano, porque muitos universitários se formaram e tiveram que abandonar seus estágios em dezembro, afirma a associação. Só no primeiro trimestre de 2011, entre janeiro e março, a previsão da Abres é que tenham sido abertas 210 mil oportunidades.

Depois de março, o número de vagas tende a cair drasticamente.

A região Sudeste, a mais rica do Brasil, é a que reúne a maior parte das chances de estagiar. São 37.740 postos para universitários e estudantes de curso de tecnologia. Além disso, 8.387 vagas valem para quem tem apenas ensino médio e ensino técnico.

A região Sul vem logo atrás, com 14.976 estágios disponíveis para ensino superior. Quem está no ensino médio pode encontrar 3.289 vagas abertas. Em terceiro lugar está o Centro-Oeste, com 3.876 chances para alunos de faculdades e 944 para nível médio (equivalente ao segundo grau).

O salário mais alto é o dos estagiários de engenharia, que chegam a ganhar R$ 1.022 logo no início da carreira.

Onde encontrar vagas

A previsão da Abres é baseada nas expectativas das 146 agências que reúnem vagas de estágio em todo o país. Dessas vagas, 41% estão reunidas em cinco agências (Nube, Catho, CIEE, Curriculum e Agência Brasileira de Estágio).

O Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) vai abrir 25 mil vagas de janeiro até o final de março. Dessas, 19 mil são para estagiários em universidades e 6.000 para ensino médio e técnico.

Só em março, a empresa pretende oferecer 8.000 postos de estágio. A maioria das chances é para estudantes de administração, comunicação social e informática.

Faltam estagiários de engenharia, economia e ciências contábeis para preencher as vagas, segundo o Nube. Essas são as carreiras que tem o salário mais alto. As bolsas-auxílio variam de R$ 500 a R$ 1.400.

CIEE

O CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) está com 11 mil vagas abertas para todo o Brasil. Esse número, no entanto, sofre alteração diária, pois inúmeras empresas colocam e retiram seus anúncios em busca de estagiários.

A preferência dos alunos que procuram o CIEE é em primeiro lugar por estágios no curso de administração. Na sequência vêm direito, pedagogia, ciências contábeis, comércio exterior e educação física.

A maioria das vagas é para o Estado de São Paulo: 8.180 chances abertas. Só na região metropolitana estão 3.727 oportunidades. Os interessados podem cadastrar o currículo no site ou ir até uma das unidades do CIEE, presente em 310 cidades.

Agência Brasileira de Estágio

A Agência Brasileira de Estágio reúne 5.000 vagas disponíveis em março. Estão abertas tanto oportunidades para empresas privadas quanto para órgãos públicos.

O Sudeste é a região com mais chances – cerca de 3.000. Para se inscrever, basta fazer o cadastro no site ou ir a uma das unidades da agência, que está presente em 19 cidades.

Catho

A Catho Online, classificados de currículum e emprego pela internet, espera reunir cerca de 10.900 vagas em março.

Para se candidatar e enviar o currículo para a empresa, é necessário preencher um cadastro e pagar taxa de R$ 35 por mês – diferentemente do CIEE  e outros órgãos.

Também há planos de cadastro trimestrais, semestrais e anuais. Os sete primeiros dias no sistema são gratuitos.

Salários

O valor dos salários varia segundo as diferentes áreas de estágio, mas a jornada determinada em lei é de quatro a seis horas diárias de trabalho.

Segundo dados do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação), são 5 milhões de estudantes no ensino superior e 8,3 milhões no ensino médio e médio-técnico, público preferencial das vagas de primeiro emprego.

Do total, só 7% fazem estágio (900 mil), segundo a Abres. O baixo número de alunos contratados é decorrente da dificuldade de colocação no mercado de trabalho, diz a instituição.

Um dos motivos para o pequeno número de estagiários é a necessidade de muitos jovens terem um emprego para financiar os estudos, já que a bolsa-auxílio não seria suficiente.

As empresas, com isso, perdem um profissional que ganharia menos no estágio para um trabalho em concurso público ou em uma área que não é a de sua especialização, como vendas ou telemarketing.

Por Luisa Ferreira, do R7

Deixe uma resposta