Como ser um técnico em enfermagem – Diário de S.Paulo

Mais de 1.600 vagas estão abertas em todo o país. Profissão tem piso a partir de R$ 987, exige curso profissionalizante e requer cadastro no Coren

Uma das profissão que estão crescendo e têm um bom mercado de trabalho  é a de técnico enfermagem. São eles que aplicam o medicamento, dão banho e fazem o cuidado geral com os pacientes. Mas o campo de atuação não está restrito aos  hospitais. Os técnicos podem trabalhar também em laboratórios, ambulatórios de empresas, spas, asilos e home care.

Para entrar na profissão é preciso fazer um curso técnico, com carga horária mínima de 1.800 horas, incluindo estágio com duração de um ano e meio a dois anos. Em geral, os cursos são dados por instituições particulares.

A média salarial no estado de São Paulo é de R$ 1.144 para uma jornada de seis horas diárias. O piso da categoria é de R$ 987. Está previsto no acordo coletivo o contrato com plantão de 12 horas ao dia. Os profissionais encontram  946 vagas abertas no estado de São Paulo  e  1.614 no país.

Os técnicos em enfermagem trabalham sob a supervisão de um enfermeiro com curso superior. Na prática, o cuidado do dia a dia é planejado pelo enfermeiro e executado pelo técnico em enfermagem. “Sem a presença dos técnicos não há como acontecer a enfermagem à beira do leito”, diz  Cláudio Alves Porto, presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP).  Até o final de setembro, o conselho contava com 87 mil técnicos em enfermagem inscritos em São Paulo.

Os cursos dão noções de administração em sua grade curricular, que permitem ao técnico  oferecer apoio ao enfermeiro. Existe a habilitação específica, exigida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, para atende a saúde ocupacional, com a formação em técnico de enfermagem do trabalho.

O Centro Paula Souza (Etec) oferece o curso gratuito, mas é preciso passar por um processo seletivo, que acontece a cada seis meses. O interessado deve ficara atento ao site www.vestibulinhoetec.com.br.
Na Etec Carlos de Campos, na região central, o técnico em enfermagem foi o mais concorrido nas inscrições para o vestibulinho do primeiro semestre de 2011. Foram  19,48 candidatos por vaga. Há cinco semestres a opção lidera a procura, deixando para trás administração e segurança do trabalho.

No estado de São Paulo o governo promove por meio da Fundap, Fundação do Desenvolvimento Administrativo, um programa gratuito para habilitar cem mil auxiliares  em técnicos. A iniciativa começou em julho do ano passado e recebe inscrições somente pelo site http://tecsaude.sp.gov.br.

Muito além da remuneração, trabalho requer dedicação

Viviane Doris Marcondes Dias, de 35 anos, é técnica em enfermagem há dez anos e vem de uma família onde a profissão já é tradição. A mãe dela é enfermeira e  duas tias e uma prima são auxiliares de enfermagem.

Nos encontros elas trocam experiências e conversam sobre novas técnicas. Ela trabalha no Hospital 9 de Julho há nove anos e atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Qualquer alteração dos pacientes tem de ser imediatamente avisada para o médico avaliar. Faz parte do trabalho do técnico”,   diz Viviane.
Antes, ele trabalhou no Hospital São Paulo, Vila Clementino; no Hospital São Lucas, em Diadema, e no São Camilo, no Ipiranga. Apaixonada pelo que faz, ela se encanta com a profissão justamente por seu lado humano. “Gosto do ato de cuidar de quem precisa. O profissional tem de ter bastante dedicação”, comenta.

Em nome do profissionalismo, Viviane aprendeu a conciliar o trabalho com a vida pessoal.  “Muitas vezes tenho de deixar de lado as festas e o lado social com filhos e marido porque tenho que trabalhar e  me dedicar aos plantões no hospital onde os pacientes precisam do meu empenho”, fala.

Vagas disponíveis na internet

Na Catho Online são 1.106 vagas no Brasil, sendo 530 na capital. A inscrição é gratuita por sete dias no www.catho.com.br. O PAT tem 54 opções no estado. O cadastro deve ser feito nos postos  ou no site www.empregasaopaulo.sp.gov.br


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