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Rumo ao ensino superior

Qualificação é uma das principais exigências do mercado de trabalho. As empresas dão preferência aos profissionais que apresentam no currículo ensino superior, cursos de idiomas e aperfeiçoamento. A escolha da carreira também conta pontos. Alguns setores oferecem mais chances de contratação, inclusive para estágios (veja ao lado as áreas que mais selecionam estagiários e a média da remuneração).

“A graduação é um marco extremamente importante na vida profissional. Dependendo do cargo, é item essencial para admissão ou promoção”, fala Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Educação Executiva, unidade de negócios do Catho Online, portal de classificados de empregos e estágios.

Com o surgimento de novas universidades, a queda no valor das mensalidades e os programas que garantem bolsas de estudos, o número de pessoas com graduação aumentou e os candidatos a uma vaga de emprego foram surpreendidos com mais exigências. Os cursos superiores dão uma visão geral da profissão, por isso, as empresas exigem especializações, que preparam os colaboradores para uma área específica.

De acordo com Cavalheiro, a graduação é muito importante no início da carreira, mas o investimento na educação não pode parar. É o que faz Gislene Mariano, de 27 anos. Graduada em sistema de informação, ela freqüenta aulas no cursinho

Anglo há quatro anos. O objetivo é realizar um sonho de infância: ser médica. Essa vontade a motiva a estudar sete horas por dia, além das seis (horas) dedicadas ao cursinho. “Aprendo muito com os meus erros. Meu descanso é durante o sono e, aos domingos, quando não faço esforço intelectual”, diz a candidata à medicina.

A fase de vestibular é marcada por uma intensa rotina de estudos. Para ingressar em uma faculdade, o estudante abre mão de festas, passeios e noites de sono. Os cursos pré-vestibulares ajudam a memorizar o conteúdo ministrado durante o ensino medio. Mas, o resultado depende do aluno. “O vestibulando deve se dedicar ao máximo, fazendo exercícios de todas as disciplinas exigidas nos exames”, destaca Maria de Lourdes, professora de literatura e análise de textos do Curso e Colégio Objetivo (confira ao Iado as dicas).

Além do tradicional vestibular no fim do ano, algumas instituições oferecem outra chance para os estudantes. São os processos seletivos no meio do ano, também conhecidos como vestibulares de inverno. A principal vantagem é que essas provas são menos concorridas. Além disso, o aluno que obtiver sucesso ganha um semestre, começando mais cedo a vida acadêmica.

“O número de candidatos é menor no meio do ano para praticamente o mesmo número de vagas do fim do ano”, explica Wlaudimir Carbone, coordenador da comissão do processo seletivo da Universidade Mackenzie. Segundo ele, nessa época do ano, o número de inscritos é de 13 mil pessoas, enquanto no fim do ano sobe para 21 mil.

Os alunos que não foram bem-sucedidos no fim do ano anterior têm a chance de tentar novamente: “A maioria já prestou vestibular e, como não conseguiu entrar, fez uma nova tentativa. Outros jovens estão mudando de faculdade ou até de área”, comenta Alberto Francisco Nascimento, coordenador de vestibulares do Curso Anglo.

Para esse público, os cursinhos oferecem aulas com a duração de um semestre. O tempo para se preparar é menor e a rotina de estudos é pesada. Por isso, é preciso ter muita disciplina. “Quem já fez cursinho deve rever as aulas em seis meses. Quem fez pela primeira vez precisa estudar muito. Nos dois casos é indicado ver as provas dos anos anteriores e tentar resolvê-las”, aconselha Nascimento.

Administrar o tempo de forma que dê para rever, com calma, todo o conteúdo do vestibular é o principal desafio dos jovens. O vestibulando precisa elaborar uma agenda para estabelecer seu horário de estudos. O indicado é seguir uma rotina diária, deixando algum tempo para umas atividades de lazer.

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