A vez dos cursos profissionalizantes – Diário de S.Paulo

Escolas de qualificação técnica oferecem aulas para atender à demanda de profissionais para a Copa e as Olimpíadas no Brasil
O país se prepara para receber grandes eventos esportivos Copa e Olimpíadas que prometem movimentar a economia, principalmente no setor de turismo. Para trabalhar nos postos de trabalho gerados com os investimentos nessa área, o mercado precisará de profissionais com formação em turismo, hotelaria, gastronomia, construção civil, educação física, eventos e outros campos.

Os profissionais que pretendem aproveitar as oportunidades que surgirão já podem começar a apostar em qualificação técnica para adquirir experiência. “Os colaboradores de todas as áreas devem buscar formação, atualização e adquirir o máximo de experiência para se destacar e conseguir preferência no momento do recrutamento”, aconselha Lúcio Tezotto, gerente de atendimento do portal Catho Online, classificados de currículos e empregos.

AULAS PROFISSIONALIZANTES

As Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), administradas pelo Centro Paula Souza, ministram cursos em turismo, hotelaria, construção civil e outros setores. A novidade para 2012 é a abertura da primeira Etec voltada aos esportes. Essa unidade vai ser inaugurada no bairro da Vila Maria, na Zona Norte, e oferecerá 360 vagas para as aulas profissionalizantes em esportes e recreação.

A nova qualificação terá duração de três semestres e capacitará técnicos em esportes para atuar em clubes, academias, colônias de férias, centros esportivos, prefeituras e ONGs. A estrutura vai contar com laboratórios de tênis de mesa, judô, boxe, idiomas, informática, academias, bibüoteca, ambulatórios e salas de aula.

“Para a Copa do Mundo, um curso técnico é uma boa opção, pois dá tempo de finalizar os estudos e ainda adquirir alguma experiência profissional antes dos jogos começarem”, acredita Tezotto. Os colaboradores técnicos têm apresentado grandes chances de inserção no mercado. Pesquisa realizada pelo Centro Paula Souza mostra que 73,7% dos alunos que se formam nas instituições da rede conseguem emprego em até um ano após a conclusão do curso profissionalizante.

O estudo aponta ainda que 87,7% têm vínculo formal de trabalho e ganham, em média, 2,2salários mínimos (R$1.122). Outra pesquisa, feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV), também traz boas notícias para os técnicos. Os números indicam que profissionais com qualificação técnica possuem 48% mais chances de conseguir um emprego no Brasil, sendo que com carteira assinada esse índice é de 38%.

A construção civil é uma área que está em ascensão e vai continuar crescendo nos próximos anos. Para dar conta da demanda de obras geradas com a chegada dos eventos esportivos, o mercado precisará de funcionários especializados. O paulistano Marcos Rodrigues de Sousa Júnior, de 19 anos, já se prepara para atender às necessidades do mundo corporativo. Ele está cursando o terceiro se mestre do curso técnico em de senho de construção civil, oferecido pela Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp).

PROGRAMAS DE ESTÁGIO

Graças a essa qualificação, Sousa Júnior conseguiu estágios na área e participou de um projeto da empresa de alimentos Sadia. As aulas também o

ajudaram a escolher a graduação que pretende cursar em breve: engenharia civil.

“Por causa dos eventos esportivos, um grande investimento nesse segmento será feito, trazendo oportunidades de crescimento e maior neces sidade de mão de obra qualificada”, fala o estudante. Manoel Tavares Cavalcanti Neto, de 29, trabalha em uma agência de turismo. Para ampliar os conhecimentos, realiza um curso técnico de agenciamento de viagens na Escola Técnica de São Paulo, no Bom Retiro.

“As aulas me ajudarão a ter mais conhecimentos nessa área, que está sempre se expandindo”, afirma Cavalcanti Neto. No dia a dia, o agente de viagens já aplica as técnicas ensinadas na sala de aula e faz planos se crescer na carreira.

Por Marianna Abdo Gonçalves

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