Quanto maior o nível hierárquico maior também o conhecimento do idioma. Porém, dominar a língua estrangeira não é o principal requisito na hora da contratação. Na escala hierárquica, ter fluência em outro idioma aparece na 15ª posição
Atualmente é difícil ler um anúncio de emprego, principalmente voltado aos profissionais de nível superior, que não requisite fluência ou, pelo menos, o conhecimento da língua inglesa. No entanto, a pesquisa “A Contratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros”, que a Catho Online realizou entre março e abril deste ano com mais de 16 mil entrevistados, constata que a grande maioria ainda não domina o idioma. Somente 24,5% dos brasileiros falam fluentemente o inglês, com alguns erros, ou falam e escrevem corretamente. Em 2007, a soma desses dois fatores era ainda menor, 22,4%.
A pesquisa mostra ainda que, quanto maior o nível do cargo, maior o conhecimento do idioma. Além disso, a porcentagem de profissionais com proficiência na língua aumenta em multinacionais: 13,6% deles falam e escrevem corretamente, enquanto apenas 5,5% dos profissionais de empresas nacionais possuem essa facilidade. Outra tendência que se mantém nos últimos anos é a segunda língua mais procurada pelos profissionais, que continua sendo o espanhol.
Para Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online, a língua inglesa tem sido quase essencial na maioria dos processos seletivos. “Vivemos num mundo globalizado e cada vez mais as empresas têm procurado profissionais com fluência no idioma. Atualmente é comum lidarmos com vários clientes e fornecedores em todo o mundo, por isso vemos o aumento indicado na pesquisa de profissionais que já têm a proficiência na língua. Sinal de que estão se aprimorando e estudando cada vez mais”, afirma Meirinho.
DIFERENCIAL NA CONTRATAÇÃO
Saber o inglês e até dominar um terceiro idioma, no entanto, não é o fator de maior relevância na hora da contratação. A pesquisa traçou uma escala de importância média dos fatores considerados no processo de seleção (de 1 a 17, sendo 1 o mais importante e 17 o menos importante) e, neste ano, a fluência em outro idioma aparece em 15º lugar. Na análise anterior, em 2007, a importância era maior.
Embora a fluência em outro idioma seja muito importante, ainda prevalecem as características e habilidades comportamentais na hora de conquistar o tão almejado e sonhado emprego. Pois, “para os recrutadores e gestores, conhecimento técnico é fácil de ministrar posteriormente, como a fluência em línguas. Já relacionar-se bem com os outros, ou os resultados alcançados anteriormente, dentre outros quesitos, não se ensina. Ou o profissional tem ou não tem”, declara Adriano Meirinho.