por LetÃcia Fagundes
Pode até ser um programa polêmico, mas que nos faz refletir sobre gestão de negócios, isso faz.
Ontem aconteceu a final do Aprendiz 5, o Sócio. Os dois finalistas e concorrentes muito bons e de resultados. Mas de clarÃssimas diferenças de estilo. Enquanto um totalmente humanista e bom de relacionamento, o outro mais firme, rÃgido e sem meias-palavras.
Um conquistou a todos, apesar do jeito mais simples. O outro despertou raivas, apesar de ser excelente argumentador e altamente persuasivo.
Pelo que tenho lido e conversado com grandes personalidades quando o assunto é liderança, o gestor do futuro, o verdadeiro lÃder é aquele que constrói, transforma e pensa nas pessoas. Por isso, torcia mesmo pelo candidato mais habilidoso no trato de gente. Mas tinha certeza de que o candidato mais parecido com aquele que escolheria o vencedor – Roberto Justus – era o outro, igualmente competente. Foi quando um dos “conselheiros†de Justus abordou essa questão. Em uma sociedade você pensa em duas linhas: a da identificação e a da complementaridade.
Pode ser mais fácil optarmos sempre por trabalhar com pessoas parecidas conosco, afinal, assim, não haverá tantos atritos e discussões. Mas como é importante termos colegas, sócios, subordinados, chefes etc que sejam diferentes e que, por isso, nos complementem. Na minha opinião, pode até sair muuuita ‘briga’ (no bom sentido), mas o produto final será infinitamente mais rico.
P.S. - Ah! No final das contas, para quem não viu, o Justus optou pela complementaridade.
LetÃcia Fagundes | 27 de Junho de 2008, 11h54
LetÃcia Fagundes escreveu dia 27/6/08 às 17h56,
oi Le...entrei uma vez no teu blog, até pq temos quase o memso nome...hehehe!achei tuas idéias bem legais e interessantes, tu é jornalista?
Robson Lelles escreveu dia 6/7/08 às 22h06,
O devido distanciamento sempre guardado por Justus ao longo da disputa o levou a escolher a complementaridade. Creio que foi a decisão mais acertada para o nÃvel hierárquico a que se destinava o concurso. Não sei se ele faria a mesma escolha se fosse para um posto subordinado a ele - aliás, creio que não seria, visto as versões anteriores, em que não se tratava de escolher um sócio. BelÃssimas colocações, LetÃcia!
Marcelo Nogueira escreveu dia 7/7/08 às 12h26,
Olá pessoal !! Minha visão sobre o final deste programa que ao meu ver é uma escola, torcia na verdade para o Henrique !!!! HEHE Porque, com esse poder de persuadir as pessoas claro que com o bom uso, traria com certeza ótimos resultados para sua sociedade com o Justos. O Clodoaldo por sua vez abordava o cliente, envolvia o cliente porém com certeza não fecharia o negócio, devido não passar confiança em seus argumentos. Em minha concepção como empreendedor lhe faltava aprender muito, mas ele daria um ótimo gestor de setor !!! Um abraço a todos !!!
Igor Ferreira Margato escreveu dia 7/7/08 às 16h43,
Este conceito de complementaridade eh muito interessante e dificil de trabalhar na pratica... pensem um pouco: se voce nao bate o jeito e as ideias com uma pessoa, dificilmente voce o escolhera para ser seu parceiro. Porem, com a visao de fora pra dentro dos consultores do Justus, ficou claro o conceito, mesmo para ele. Trabalhar com alguem que voce nao gosta, antes de tudo trata-se de um desafio... e ninguem gosta muito de sair de sua zona de conforto e ser desafiado... As opcoes acabam sempre ficando na zona do obvio, ou seja, do baixo risco. Excessoes em grandes conselhos administrativos onde o objetivo do negocio sobrepoe os interesses individuais. Um abraco, Igor Ferreira Margato
Paulo Gomes escreveu dia 7/7/08 às 19h42,
Para mim o Roberto Justus fez a escolha certa. Gerir sem o respeito ao ser humano é utilizar o direito da força em detrimento da força do direito. E cá prá nós, está fora do perfil do lÃder de fato nos dias de hoje e muito mais nos de amanhã. O comentário de LetÃcia foi bastante oportuno e de muita lucidez, entretanto devemos refletir se os métodos de gestão seguidos por ele, não devem ser aprimorados perante a realidade de hoje, de paradigmas quebrados. Eficiencia aliada a eficácia traz melhores resultados a curto e a longo prazos. Paulo Gomes
MARTA GOMES escreveu dia 10/7/08 às 14h05,
Assisti a quase todos os episódios do Aprendiz 5 e ratificando suas considerações sobre a escolha certa feita pelo Justus, gostaria de ressaltar a diferença entre os dois candidatos: No penúltimo epsódio havia 3 concorrentes que receberam a missão de viajar para a Argentina, sem um centavo, e venceria aquele que trouxesse maior quantia captada. Claro que foram estipuladas algumas regras de conhecimento dos 3. Pois bem: o 3º lugar não trouxe um centavo; Henrique trouxe - se não me engano - uns R$ 188,00 e, por fim, Clodoaldo trouxe o dobro do valor conseguido por Henrique. O que me chamou + a atenção foi a desenvoltura, a negociabilidade e a humanidade que marcaram a trajetória do Clodoaldo nessa missão. Ali ele me conquistou de vez. Ele foi guerreiro num paÃs que desconhecia, não perdeu tempo com considerações burocráticas, foi prático e eficiente no escuro e anonimato. Penso que um sócio executivo do porte que Justus busca tem que ter a postura humanitária e a precisão eficiente de quem sabe tomar decisões no escuro. Parabéns ao Justus pela Escolha, e a Clodoaldo, pela forma simples, honesta e clara com que conquistou com honra e glória seu espaço no mercado empresarial.
Obs: Todos os comentários serão aprovados por um moderador. Não serão aceitos comentários com insinuações preconceituosas e nem citações a concorrentes da Catho Online. Todas as opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores, e não refletem a opinião da Catho Online.