por NaÃsa Modesto
Foram 37,5 milhões de palavras em mais de um quarto de século. Esse é o melhor resumo que se pode fazer do diário com mais palavras já escrito.
O autor desta proeza é Robert Shields, um americano que desde 1972 mantinha uma rotina quase maluca para manter suas anotações atualizadas. Ali tinha de tudo: desde uma simples ida ao banheiro até crÃticas e considerações sobre a polÃtica e os jornais.
As coisas em sua vida foram ficando tão catalogadas pelo diário que ele acreditava que “nada verdadeiramente acontecia com ele a menos que fosse registradoâ€.
Dedicou boa parte de seus 89 anos a esta árdua tarefa, parcelando até mesmo suas horas de sono para ter oportunidade de anotar seus sonhos, para que - já impossibilitado de escrever no final da vida - sua mulher pudesse seguir adiante com o projeto. O velho Shields ditava sua rotina para a esposa Grace, que logo se cansou da monótona tarefa e desistiu.
Pouco tempo depois, o dedicado homem morreu e seguiu à risca sua previsão, pois algum tempo antes, quando um jornalista perguntou a ele o que aconteceria se parasse de escrever, respondeu: “seria como desligar minha vidaâ€.
NaÃsa Modesto | 6 de Maio de 2008, 18h14
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