por Letícia Fagundes
Um grande amigo está profundamente envolvido em um novo projeto. Não é qualquer projeto, não. Ele garante que é ‘O’ projeto da vida dele, que alia sonho pessoal e profissional. É realmente uma grande idéia e está realmente bem próxima de se tornar real, se materializar.
Mas, é engraçado….Justamente quando está bem pertinho, faltando tão pouquinho, quando tanto já foi conquistado, parece que outras tantas coisas vão por água abaixo e tendem a desmotivar, a trazer aquela insegurança. E ele e toda a equipe que o ajudou dão aquela murchadinha.
Estive pensando muito nisto.
Ele tem tudo. Pensou em tudo. Uniu-se a amigos da área de criação e conteúdo, formalizou a idéia, colocou no papel. Largou o emprego! Dedica-se full time agora. Verificou os custos de tudo e foi em busca de patrocínios.
Aí, começa o mais difícil nesta tal arte de inovar. Foi na empresa 1, na 2, na 3, na 4. E nada. Pensou que ia ser fácil, né? Não sei não, mas no mundo dos negócios, do empreendedorismo, não adianta pensar como o cineasta Glauber Rocha e achar que basta “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.”
Ele conseguiu alguns patrocínios. Mas ainda falta muuuuito. E, em função da idéia do projeto, o prazo é curto. Ele tem de estar com tudo pronto até o meio de maio. “E agora, José?”, como dizia Carlos Drummond de Andrade.
Desistir? Você até pode fazer isso. Mas tem certeza? Depois de ter chegado até aqui, de ter conseguido tanto, vai abandonar “O” projeto da sua vida porque teve gente que não acreditou em você? Ninguém disse que seria simples. Pois está na hora de você acreditar de verdade no seu sonho. E isso significa que é hora de, se necessário, investir. E, investir, claro, significa arriscar.
Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, na década de 80, investiu o que não tinha para fazer as primeiras apresentações do seu novo circo. Justamente em uma época de decadência para as artes circenses. Loucura? Com certeza. Mas, hoje, a companhia é mais do que sucesso, é exemplo. Um dos segredos? “Arriscar sempre”, segundo Marco D’Amico, vice-presidente sênior de marketing do Cirque. (clique aqui para ler reportagem do Jornal Carreira & Sucesso sobre o tema e aqui para assistir à reportagem no Catho Notícias)
Outro case de “loucura empreendedora de sucesso” (rs) é o da paulistana Gica Mesiara. Ela largou 11 anos de carreira no mercado financeiro, investiu todo o dinheiro que tinha, vendeu carro e outros bens. Tudo para colocar em prática a idéia dos jardins verticais. Ela garante que não foi fácil, que muita gente a chamava de maluca, que quase desistiu. Mas acreditando nela mesma e arriscando sempre, foi em frente e hoje é a única no mundo que vende seus quadros vivos para Europa, Estados Unidos e América Latina. “Eu via o produto pronto, então eu sabia que ele podia se materializar, porque tudo que existe um dia existiu na cabeça de alguém. Eu sempre falo que só os persistentes trazem para a realidade aquilo que têm em mente. Um dia alguém sonhou com a luz elétrica, um dia alguém sonhou que podia falar com o parente que estava longe. Eu me inspirava muito nessas pessoa.”, afirma ela. (assista à reportagem)
Ou seja, se você tem algo em mente e quer de verdade realizá-lo, acredite. E acredite não apenas na idéia. Veja o seu projeto como negócio. E, para isso, cerque-se de todas as informações possíveis, pesquise sobre o mercado, consulte especialistas no assunto, procure consultores, faça parcerias. Pague por tudo isso e veja como investimento e não como gasto. Mas, acima de tudo: ARRISQUE! Nem que para isso seja necessário investir o que tem e o que não tem. Tenha certeza de que vale muito a pena!
Letícia Fagundes | 8 de Abril de 2008, 15h16
Marcelo Muniz escreveu dia 23/4/08 às 23h27,
Essa página é excelente! Investir em um sonho é pra quem tem coragem mesmo. E vale a pena concretizar e viver o que amamos fazer. Parabéns pela reportagem e que venham mais como deste tipo da 'Catho Online'. Abração - Marcelo - RJ
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