por Fernão Silveira
Há 15 anos, mais ou menos, as seções de “Negócios†das livrarias eram dominadas por obras que tratavam sobre técnicas de gestão e administração. Hoje, pelo menos 80% dos livros voltados aos temas de negócios tratam sobre liderança. Por que será que isso acontece?
Segundo John C. Maxwell, conhecido como o maior treinador de lÃderes do mundo, e autor da reflexão que abre este post (confesso: a observação supracitada não é de minha autoria), há cerca de duas décadas havia uma grande preocupação com os processos. Ou seja: havia uma demanda muito grande por teoria para auxiliar na administração pura e simples, pensando, basicamente, em números, procedimentos, rotinas, normas e regulamentos.
Hoje, as técnicas e teorias de administração são muito mais acessÃveis e conhecidas. Coloquemos assim: o ferramental existe, só falta quem saiba manuseá-lo adequadamente… E é aà que entra a demanda tão grande por temas ligados à liderança e à gestão de pessoas.
Pelo menos é esta a visão de John C. Maxwell…
E eu concordo com ele – afinal, quem sou eu para discordar de um simpático consultor, professor, empresário e ex-pastor religioso de 61 anos, que já escreveu mais de 50 tÃtulos sobre liderança nos últimos 30 anos?
Concordo porque a linha de raciocÃnio de Maxwell faz muito sentido: a teoria dos livros não basta hoje em dia; o fator humano é o diferencial. E o mais agravante: a liderança é um diferencial muito difÃcil de alcançar, pois vai além da técnica pura e simples, visto que demanda fatores subjetivos (porém vitais) como experiência, bagagem cultural, vivência, habilidade no relacionamento interpessoal, disposição para sacrifÃcios extras, humildade para o aprendizado constante, paciência, preocupação sincera com o próximo e talento.
Ainda antes de autores como Maxwell e James Hunter (autor de “O Monge e o Executivoâ€, outra obra contemporânea de referência sobre liderança), ainda antes da atenção (até exagerada, em alguns momentos) dada ao tema, Peter Drucker – o pai da Administração moderna – já refletia sobre liderança e avisava aos seus privilegiados leitores: não são máquinas, produtos ou propagandas que fazem uma empresa; são as pessoas que nela trabalham.
Será que alguém discorda de Drucker?
Pode parecer óbvio, especialmente hoje em dia, mas demorou muito tempo para empresários e gestores perceberem que máquinas e sistemas não produzem sozinhos, pois precisam de…gente. E a liderança é vital para conduzir esse fator tão complexo chamado ser humano.
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| 7 de Abril de 2008, 14h59 | 1 Comentário »