por LetÃcia Fagundes
Uma carreira internacional é algo tentador aos olhos de qualquer profissional. Mas, morar longe do refúgio de seu paÃs de origem e fazer negócios com povos que têm outros costumes e hábitos não é tão simples quanto pode parecer.
A experiência vai exigir muito mais do que a fluência do idioma ou o domÃnio da função a qual irá exercer. Afinal, a convivência direta e constante com outra cultura causa muitas vezes problemas de relacionamento, dificuldades de comunicação, gafes inesperadas. É o famoso choque cultural, que ainda é, muitas vezes, subestimado por nós e pelas empresas que recrutam seus funcionários para trabalhar no exterior.
Por exemplo: falar palavrões em Angola é quase um sacrilégio; dar a mão, abraçar, beijar, enfim, tocar um oriental pode pegar extremamente mal; ficar esperando ajuda dos alemães, sem esclarecer quais dúvidas você tem, será uma eterna agonia, pois eles só se manifestam quando realmente são solicitados.
E tudo isso pode soar estranho para nós brasileiros, sabidamente hospitaleiros, expansivos, solÃcitos. Assim como nosso jeito soará estranho para eles. Mas tudo é uma questão cultural. Porém, é algo que não pode ser negligenciado, uma vez que um pequeno tropeço pode significar a perda de uma parceria, o cancelamento de um contrato, ou até mesmo a volta antecipada para o Brasil. E aquela que seria sua grande chance de ascender, se transforma numa verdadeira âncora de carreira.
Por isso, se você está de malas prontas para um outro paÃs – mesmo que seja a passeio – não custa nada se prevenir, né? Pesquise bastante na internet, leia livros e guias sobre o local, procure alguém que já esteve no lugar para onde irá. Conhecimento nunca é demais!
Dica para as empresas: já existem consultorias especializadas no assunto que, por meio de treinamentos, ajudam muito a adaptação do profissional em terra estrangeira.
Quer saber mais sobre o assunto? O Jornal Carreira & Sucesso traz uma reportagem intitulada “Evitando Gafes ao Redor do Mundoâ€. Acessem!
LetÃcia Fagundes | 25 de Março de 2008, 14h59 | Nenhum comentário »