por Bruna Martinho
Vocês devem ter lido ou ouvido falar no menino de 8 anos que passou no vestibular para Direito da Unip. E eu pergunto: “É brincadeira, né?” [rs]. Eu fiquei surpresa com a notÃcia por vários aspectos.
Primeiro pela faculdade ter deixado o menino se inscrever no vestibular e se matricular no curso, segundo por ele achar isso normal e querer cursar a faculdade e colégio ao mesmo tempo e, terceiro, pela mãe apoiar o menino nesse ingresso nos estudos. Sério! Que paÃs é esse?
O menino tem apenas 8 anos e nem o ensino médio ele concluiu! A mãe diz que ele “gosta de estudar”. Tá, tudo bem, mas para tudo tem limite. E a infância dele? Vai passar assistindo aula o dia todo?
É preocupante ver que no Brasil acontecem coisas como essa. Tem idade pra tudo e ele terá a sua chance de cursar a faculdade, de se formar, mas não agora. Por que para ele deveria ser diferente?
Estudar é sim um fator de muita importância para a vida pessoal e profissional de todos. A educação é tudo! É dela que partem todos os nossos princÃpios e o ser humano que vamos nos tornar. Tentar apressar o processo do conhecimento me parece errado e precipitado.
Só falta dizer que ele também passou em algum processo seletivo para o seu primeiro emprego! PeraÃ, né…[rs]
Bruna Martinho | 6 de Março de 2008, 14h53
Marcos Silva escreveu dia 7/3/08 às 10h30,
É bom lembrar que Rui Barbosa começou a estudar Direito aos 14 anos. Este menino é precoce. rsrs Quem sabe ele não será um futuro jurista?
Joana Almeida escreveu dia 7/3/08 às 16h26,
Acredito que se o garoto tem interesse, é de sua vontade não a problema algum. A não ser que sua mãe esteja precionando e obrigando-o. Se é sua vontade, que mal há? Quantos desejam estudar e não tem oportunidade ? Isso é q é vergonhoso para o Brasil. Hoje é a sua vontade, nunca sabemos o que nos espera no dia seguinte...
Oscar Finkler Tancredi escreveu dia 10/3/08 às 23h31,
Somos responsáveis pelas nossas escolhas, no caso envolve a escolha de um menor que poderia ser nosso filho. Eu particularmente não acho saldável, mas como julgar se não vivenciamos o fato de conviver com um filho gênio, precoce ou o que quisermos a isso chamar. O que para nós é certo hoje, amanhã não será e vice-versa. Deve-se analisar com cuidado e cada caso em particular, para depois emitir um juizo de valor.
Obs: Todos os comentários serão aprovados por um moderador. Não serão aceitos comentários com insinuações preconceituosas e nem citações a concorrentes da Catho Online. Todas as opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores, e não refletem a opinião da Catho Online.