por Fernão Silveira
Confesso: sou um fã de longa data deste cara. Estou falando do tenista (ex-profissional) Fernando Meligeni, o Fininho, um dos caras mais “gente boa†que o esporte brasileiro já conheceu.
Além de bom jogador – nada de comparações com Guga ou outros monstros do tênis mundial, okay? -, Fininho sempre foi um exemplo de paixão e superação. Apesar de nunca ter se mantido entre os “tops†do mundo, Meligeni se caracterizava pela raça, pela entrega, pelo empenho. Ele não vendia barato um ponto sequer…
Quem teve o prazer de assistir à decisão pela medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo-2003, em que ele derrotou o chileno Marcelo RÃos (ex-número 1 do mundo) numa partida épica, sabe do que eu estou falando. (Confesso mais uma vez: esta foi uma das coberturas em que eu, então jornalista esportivo, mais vibrei e torci em toda a minha carreira!)
Pois Fininho, em seu blog, escreveu um post muito bacana nos últimos dias. É um relato sobre o dia em que ele, argentino de nascimento, “tornou-se brasileiro†de vez. E isso ocorreu quando ele teve a coragem de rejeitar um convite de Guillermo Villas (uma verdadeira lenda do tênis argentino) para defender a seleção alviceleste na Copa Davis.
“Willi [Guillermo], não sei como te dizer, mas não posso aceitar o seu convite [para jogar pela Argentina]. Vou jogar pelo Brasil. É ali que está o meu coração. Não sei quando, mas vou entrar na quadra pelo Brasilâ€, respondeu Fininho, que abriu mão da chance de disputar um dos torneios mais importantes do tênis mundial porque tinha certeza, no fundo de sua alma, que um dia o Brasil também chegaria lá e daria a ele a oportunidade de jogar a “Copa do Mundo do tênis†– o que efetivamente aconteceu, pouco mais tarde.
Para mim, o relato do Fininho tem mensagens muito legais, que podem ser aplicadas às carreiras e às vidas de todos nós. Então, aproveite a leitura.
Fernão Silveira | 25 de Fevereiro de 2008, 16h20 | Nenhum comentário »