por Leonardo Dias
Entrevistas causam ansiedade. Antes dela, ficamos pensando no que o entrevistador irá perguntar e o que poderemos responder. Depois dela, sempre fica aquele pensamento de “Será que eu fui bem na entrevista?”
Não é difÃcil detectar sinais para saber se você foi bem ou mal. A simpatia do entrevistador não quer dizer nada. Você saberá que foi mal na entrevista quando:
- O entrevistador olhar muito para o relógio;
- O entrevistador perder a paciência com você, demonstrando irritação com as suas respostas;
- O entrevistador fizer longas pausas antes de cada pergunta, como se ponderando muito as suas respostas;
- O entrevistador insistir num determinado tema não muito importante em detrimento de outros temas mais importantes para aquela vaga;
- Você enrolar em alguma resposta;
- Você evitar olhar nos olhos do entrevistador;
- Você deixar de responder alguma pergunta; e, finalmente:
- O entrevistador disser ao final da entrevista: “Obrigado, vamos entrar em contato pelo sim ou pelo não”
Agora você sabe que foi bem em uma entrevista quando:
- O entrevistador não olha para o relógio e presta a devida atenção às suas respostas;
- O entrevistador “aprende” com você sobre determinado assunto;
- O entrevistador faz perguntas relevantes sobre a sua experiência profissional, parecendo interessado em ouvir mais sobre a sua carreira;
- Você consegue responder com desenvoltura, sem precisar enrolar;
- O entrevistador olha nos seus olhos e você corresponde;
- O entrevistador e você aparentam otimismo tanto com as perguntas dele quanto com as suas respostas; - Você não deixar de responder pergunta alguma, ou até mesmo possibilitar ao entrevistador fazer novas perguntas; e, finalmente:
- O entrevistador disser ao final da entrevista: “Quando você teria disponibilidade para iniciar?”
Existem outros fatores para identificar se você foi bem ou mal em uma entrevista. No entanto os fatores enumerados acima servem para você saber se foi bem ou mal de forma geral. Outros fatores podem contar para você não ser contratado. Por exemplo: você pode ter ido bem na entrevista, mas outro entrevistado foi ainda melhor. Mas não vale a pena ter ansiedade por isso. Vale mais voltar para os seus afazeres sem receio e esperar a resposta com calma.
Se você foi bem na entrevista, ainda que não seja contratado, será lembrado pela empresa que o entrevistou para futuras oportunidades. Agora, se você foi mal, trate de melhorar o quanto antes. Assim você conseguirá o emprego que quiser. Somente será necessário ter fé em si mesmo.
Leonardo Dias | 30 de Novembro de 2007, 16h53 | 1 Comentário »
por Bruna Martinho
Final do ano chegando, festas, comemorações, Natal, Ano Novo… Parece tudo uma maravilha, certo? Aliás, as pessoas se empolgam tanto com o perÃodo que parecem até esquecer de algumas coisas, como por exemplo, que estão procurando emprego.
É verdade! Conforme confirmou a nossa coordenadora de Vagas Premium, Ana Paula Prado, aqui da Catho: “Em dezembro, as pessoas diminuem a procura por vagas de emprego. É verdade que as empresas também procuram menos, mas existem algumas que buscam e o profissional que deixa de pesquisar perde algumas chances” - em matéria publicada pelo site InfoMoney.
Eu conheço pessoas que já recusaram entrevistas de emprego porque iam viajar ou por algum outro motivo que poderia ser facilmente contornado. Ficam aqui as dicas pra quem não quer perder nenhum oportunidade:
* Muitos candidatos possuem um cadastro em sites e é bom verificar se existem vagas disponÃveis;
* Se não for viajar, cheque o e-mail diariamente. Caso vá para outro lugar, procure uma lan-house ou outro local para verificar as correspondência eletrônicas pelo menos a cada dois dias;
* Mantenha o networking ativo. Converse com pessoas que são do mesmo ramo que você;
* Deixe o celular ligado durante o dia para que possa ser comunicado sobre possÃveis entrevistas de emprego.
E boa sorte!
Bruna Martinho | 29 de Novembro de 2007, 13h17 | Nenhum comentário »
por Leonardo Dias
As horas demoram a passar quando o coração bate sem pressa. É o que
sentia Gustavo logo após o almoço de uma sexta-feira. Queria ir embora,
mas as horas não passavam.
Muita gente quer ir embora depois do almoço numa sexta-feira. A grande
carga de peso da semana toda parece que cai sobre a gente nesse dia.
Sentimo-nos cansados, ainda que estejamos motivados. O corpo clama por
descanso e prazer, para tirar proveito da vida. No entanto temos de
ficar até o fim do expediente.
Após o trabalho, Gustavo talvez encontrasse os colegas para uma rodada
de cerveja e conversa. Ou talvez simplesmente fosse para casa assistir
televisão no sofá. Ainda não sabia o que fazer. Foi quando Léia, a
secretária do diretor, chamou-o para a sala dele.
Imaginava que o diretor sequer estivesse na empresa naquele dia. Mas
para a sua surpresa ele estava. Quando Gustavo entrou na sala dele, ele
tratou de ir logo dizendo a verdade.
– O seu trabalho é muito ruim, e nós não o queremos mais por aqui.
Aà o coração de Gustavo acelerou. Todo o seu sono e cansaço
transformou-se em adrenalina. As pupilas dilataram e parecia que os
olhos iriam sair de suas órbitas ao ouvir aquilo tão diretamente.
– Não gosto de você, não gosto de saber que você está quase dormindo na
mesa depois do almoço, não gosto do jeito que você está me olhando
agora. Mas eu não gostar de você não é o motivo que está me fazendo te
mandar para a rua.
Gustavo engoliu seco.
– Vamos te mandar para a rua porque você tem muito talento para isso.
Você está triste aqui no escritório e sinto que está desmotivado.
Portanto, vamos dar um carro para você fazer um trabalho externo. Você
irá visitar clientes, ser um consultor sênior, e ganhar muito mais por
isso. Você vai vender e vai fazer projetos. Eu não gosto de você, mas
toda a diretoria quer isso e ficou incumbido a mim fazer isso. Você aceita?
– Claro!
– Ótimo, então comece na semana que vem.
Gustavo saiu da sala atordoado. Descobriu duas coisas: uma é que o
diretor, principal gestor da empresa, não gosta dele, o que não era bom.
Mas que, mesmo assim, confiava nele, o que era bom. Agora ele só
precisava ir para a rua e fazer de forma com que o diretor passasse a
admirar o seu trabalho. Essa era a parte mais difÃcil. Mas quem não está
disposto a arriscar?
Naquela sexta-feira, Gustavo nem foi beber com os colegas, nem foi para
casa assistir televisão. Simplesmente trabalhou até um pouco mais tarde.
Com o coração acelerado, não percebeu que já tinha até dado a hora de
ir para casa.
Leonardo Dias | 23 de Novembro de 2007, 17h40 | 1 Comentário »
por Bruna Martinho
Hoje é Dia da Consciência Negra, feriado em 225, de um total de 5.561 municÃpios do paÃs, segundo levantamento da Secretaria Especial de PolÃticas de Promoção da Igualdade Racial. A data, que será celebrada em centenas de eventos pelo paÃs, lembra o dia em que foi assassinado, em 1695, o lÃder Zumbi, do Quilombo dos Palmares, um dos principais sÃmbolos da resistência negra à escravidão.
Acho bacana uma data assim e também acho que a “consciência” de forma geral deveria existir para todas as outras coisas e questões que nos cercam. E acho ainda mais, um dia só não é o suficiente para fazer lembrar ou para disseminar uma idéia.
Há tanto que podemos fazer e sempre caÃmos na “comemoração”… Acho que vale a pena parar e refletir para pensar no que realmente você pode fazer hoje pela Consciência Negra e por todas as demais “consciências”…
Bruna Martinho | 20 de Novembro de 2007, 10h46 | Nenhum comentário »
por Leonardo Dias
Lúcia foi àquela entrevista na empresa dos sonhos. Após muito falar sobre seus estudos, seus trabalhos e sua carreira, ouviu aquela famigerada frase:
- Lúcia, nós ainda vamos entrevistar outros candidatos, mas entraremos em contato para notificá-la. Mesmo que você não seja a escolhida, nós ainda assim entraremos em contato.
Ela esperou duas semanas e nada aconteceu. Ainda que ansiosa, resolveu não ligar. Continuou procurando outras oportunidades e até conseguiu novas entrevistas. Uma delas bastante promissora. Tanto que não ficou mais ansiosa em relação à entrevista na empresa dos sonhos dela.
No entanto, na segunda-feira de três semanas depois da entrevista naquela empresa, Lúcia continuou pensando como seria bom se ela trabalhasse lá. Poderia mostrar o seu trabalho de forma diferenciada, teria um ótimo treinamento e poderia até mesmo passar um perÃodo no exterior para aprender mais.
Mas não poderia condicionar o seu trabalho àquela empresa, por isso continuou procurando.
Na terça-feira, três semanas depois, é que ligaram para ela. A selecionadora foi logo dizendo:
- Lúcia, tudo bem? Olha só, escolhemos você para a vaga. Demoramos algum tempo para nos decidir porque havia um candidato muito forte com mais prioridade que você. Mas para a nossa surpresa ontem ele desistiu de trabalhar conosco e aà optamos por você.
- Ah, é? Justamente ontem?
- Sim. Por que?
- Por nada, não. Mas e agora? Quando começo?
- Pode ser amanhã? Amanhã você já pode vir e trazer os documentos e aà acertamos o resto, pode ser?
- Pode, claro.
- Está certo. Qualquer coisa diferente entraremos em contato, tudo bem?
Lúcia ficou preocupada com o “entraremos em contato”, mas percebeu que não tinha nada a temer.
- Tudo bem. Obrigada.
E desligou o telefone. Logo ao desligar, deu muita risada de pura alegria. Chegou até a chorar, pois o seu desejo havia sido atendido.
Leonardo Dias | 9 de Novembro de 2007, 17h44 | Nenhum comentário »
por Bruna Martinho
Trabalhando na Catho já há muito (muito mesmo) tempo, existem algumas coisas que parece que ficam mais claras a medida que o tempo passa. Lembro bem do que o Sr. Thomas dizia em todas as suas entrevistas para jornalistas e para todos os que trabalham aqui: você deve ser um eterno insatisfeito em relação ao seu trabalho.
E ele dizia isso com razão, pois quando atingimos um objetivo, devemos comemorar e partir para o próximo, tentando sempre fazer o melhor e se superar. Essa foi uma das lições que aprendi com ele e que ele fez questão de passar para toda a empresa.
Um dos 10 valores da Catho é “ser eternamente insatisfeito com os resultados”, vindo logo depois de “cumprir sempre a palavra”. Acredito que valores assim não são apenas importantes para a sua vida profissional, mas também para a sua vida pessoal.
Devemos tentar sempre melhorar e não devemos aceitar qualquer coisa que seja imposta! Nós podemos lutar pelos nossos direitos e nós devemos. DevÃamos ser eternamente insatisfeitos com os nossos polÃticos, por exemplo… Com a violência, com a pobreza, com a desigualdade social, com a falta de educação e respeito. Mas ao contrário disso, muitos de nós temos uma postura passiva diante de fatos e acontecimentos.
Exemplos básicos: quando chega o Carnaval ou algum time ganha um campeonato (nada contra) o povo brasileiro se une e comemora… E eu penso: “como esse pessoal se contenta com tão pouco”. São fatos que não vão mudar nem melhorar em nada a nossa vida.
A dica fica: seja insatisfeito e procure o emprego dos seus sonhos e os sonhos da sua vida…
Bruna Martinho | 1 de Novembro de 2007, 09h33 | Nenhum comentário »
Bruna Martinho
Leonardo Dias
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