por Leonardo Dias
Às vezes falta pouco para deixar transbordar as emoções. É nessas horas que sentimos que falta apenas uma gota d’água para provocar uma tragédia, que pode ser desde um escândalo, falando em voz alta com as pessoas, ou até mesmo uma crise de raiva que pode levar ao isolamento da pessoa, que passa a viver mais apenas consigo mesma confundindo as relações que tem com outras pessoas.
No entanto sabemos que buscar uma vida social ativa, procurar atividades que estimulem a mente e o corpo ou até mesmo aprofundarmo-nos numa atividade que nos dá prazer pode contribuir para esvaziar o coração dos sentimentos escabrosos que o prejudicam.
Ter o coração leve ajuda a mente a trabalhar melhor as idéias. Tomemos um exemplo. Imagine-se numa situação em que você está num supermercado e quer estacionar o carro. O estacionamento está lotado. Você vê uma pessoa se aproximando do carro para sair e aguarda. Na hora que a pessoa sai, chega outra e estaciona no seu lugar.
Uma pessoa com o coração pesado agiria de forma negativa. Gritaria, buzinaria, xingaria e diria que é uma falta de respeito do aproveitador pegar a vaga daquela forma. Com isso causaria mal a si mesmo, à pessoa que fez isso e às demais pessoas presentes que observarem aquela atitude. O que não é nada bom.
Mas quem tem o coração leve iria buscar observar. Pode ser que a pessoa que tenha estacionado, por ter vindo do outro lado, não tenha percebido que havia outro motorista aguardando. E, de qualquer forma, não se deve gastar tanta energia por algo tão pequeno. Melhor procurar outra vaga.
Com esse tipo de atitude, pode-se conquistar mais alguns anos de vida e evitar a ansiedade, a irritação e a depressão. Se mantermos o copo dos sentimentos ruins, caberão ainda muitas gotas d’água que poderemos beber lentamente, sem deixar transbordar.
Leonardo Dias | 26 de Outubro de 2007, 15h36
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