por Leonardo Dias
Entrar em uma nova empresa é como um casamento. Um contrato de mútua aplicação com possibilidade de frutos para ambas as partes. Karina tinha fé em seu trabalho, pois conhecia muito bem a sua função.
No entanto o compromisso exige força na saúde e na doença. As súbitas febres que aquela empresa tinha em determinadas épocas eram distintas. Às vezes por excesso de saúde, com muitas vendas, a empresa não conseguia atender a todos os clientes. Em outras épocas a empresa não vendia nada e a doença aparecia, com grandes intrigas e muito temor.
Ainda assim Karina persistiu em todas as fases. Viu alguns colegas entrar e sair desse casamento em que ela acreditou até o fim. Não entrou em intrigas. Em vez de palavras, utilizou números para mostrar o seu trabalho. Sabia que numa empresa que vendia um produto para proteger do sol, o sol é que fazia vender. Mas suportou os invernos vendendo para os lugares onde ainda havia calor e gente trabalhando sob o sol.
O casamento de Karina rendeu-lhe frutos. Após três anos chegou à diretoria da empresa demonstrando muita força, ainda que com muitos erros pelo caminho. Mas ela aprendeu com os seus próprios erros. Agora ela espera ir além, quem sabe abrindo uma nova empresa ou crescendo ainda mais na empresa atual. No momento o casamento vai bem e ela aguarda para ver se virá ou não a crise dos sete anos. Se vier ela poderá sair e descansar algum tempo à beira da praia, usando sempre o seu filtro solar…
Leonardo Dias | 6 de Julho de 2007, 11h05 | 3 Comentários »
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Leonardo Dias
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