por Luciana Franchini
Colocando fora o sofá onde aconteceu à traição, fechar os bicos para minimizar os escândalos envolvendo membros do governo e agora reduzindo a maioridade penal para justificar a morte do menino João Hélio…
Ao ler estes três casos, o que fez você pensar? Será que adianta tapar o sol com a peneira ou será que seria mais indicado atacar logo na raiz do problema?
Existem inúmeras maneiras de governar, mas acredito que medidas urgentes, leis votadas à toque de caixa para tentar confortar o povo em relação à s barbáries que acontecem todos os dias no paÃs, não é a forma mais correta.
Todos já estão acostumados com a agressividade que é presente e operante no cotidiano das grandes metrópoles. Onde o medo e a violência caminham de mãos dadas diariamente.
Não vai resolver votar da noite para o dia na pena de morte ou entupir os presÃdios de jovens desamparados, se nem estrutura de ressocialização temos direito. Agora até aumentar de 17% para 60% a pena no caso de crimes hediondos e envolvendo reincidentes resolveram mudar.
Uma grande diferença e que já devia ter sido alterada há muito tempo. Ou será que eles achavam certo deixar que um assassino, um estuprador ou um terrorista cumprisse apenas 1/6 da pena?
Acho que é preciso rever e analisar melhor de que forma os problemas no Brasil estão sendo resolvidos. Assim está parecendo que o objetivo é mostrar serviço ao invés de resolver de vez as mazelas.
Voto sim num projeto sem perspectiva de desenvolvimento e sim real distribuição de renda e condições mÃnimas de educação. Vingança e ilusão não vão solucionar nada.
Participação especial | 26 de Fevereiro de 2007, 09h10
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