por Leonardo Dias
Geraldo mandou chamar André e Márcio para a sala dele. Queria resolver de uma vez um conflito.
- Por que você está criando conflito com o Márcio, André?
- Eu não estou criando conflito. Apenas pedi para ele parar de me atrapalhar quando estou concentrado!
- Márcio, você atrapalha ele?
- Não, nada disso. Eu estava falando para ele de um problema com um cliente meu e ele foi logo criando uma intriga enorme, colocando os outros contra mim.
Geraldo percebeu que tinha diante dos olhos um daqueles julgamentos complicados. Resolveu escutar os dois mais um pouco. Até que em determinado momento André disse com muita sinceridade:
- Essa empresa tem muitos problemas!
Aà Geraldo pensou que era a hora de agir como Salomão, pedindo para dividir o bebê em dois e dar um para cada um. No caso o bebê era o problema. Pediu para ambos escreverem uma lista de problemas com soluções e mandar por e-mail para eles o quanto antes.
André detestou a tarefa, mas sabia todos os problemas da empresa. E alguns sabia como solucionar, outros não. Já Márcio adorou a tarefa pois teria a oportunidade de dizer que o problema era a liderança da empresa e o colega André.
No dia seguinte, Geraldo leu os dois e-mails e chamou primeiro Márcio para a sua sala. Márcio entrou e saiu rapidamente para ir ao departamento pessoal. André, por sua vez, entrou na sala e saiu rapidamente também, mas sorrindo. E sentou-se novamente em sua mesa.
Ao voltar do departamento pessoal, Márcio confessa a André o que aconteceu.
- Eu fui demitido. Falei que o problema era você e fui demitido. Não sabia que você era tão queridinho do chefe assim.
- Pois eu, não. Fui promovido. E não porque sou o queridinho do chefe. E sim porque no meu e-mail não falei mal de pessoas, e sim falei mal de alguns processos que poderiam ser melhorados, independente das pessoas. Se você se preocupasse mais com o trabalho em si do que com as pessoas que os executam, talvez compreendesse melhor o que aconteceu.
Aà Márcio saiu calado. Ainda assim André tinha a impressão de que o agora ex-colega nada havia aprendido.
Leonardo Dias | 16 de Fevereiro de 2007, 09h30
Augusto escreveu dia 16/2/07 às 12h16,
Excelente materia. Gostei porque no relato se apresenta o cotidiano das relações interpessoais. Enquanto um se preocupa com os métodos e programas da empresa o outro se envereda em intrigas com colegas. Portanto, isso é meléfico.
Roberto Mitio Katsumoto escreveu dia 20/2/07 às 11h17,
O processo de seouvir as partes conflitantes é importante dentro de uma administração transparente e de resultados.Evita-se fofocas e mal entendidos que podem provocar mais danos ainda ao ambiente de trabalho e à empresa.
Luiz Carlos escreveu dia 22/2/07 às 21h00,
Gostei muito do "case" pois convivo com problemas parecidos diariamente, amanhã mesmo vou tentar aplicar na prática e ver o resultado. Um abraço.
Obs: Todos os comentários serão aprovados por um moderador. Não serão aceitos comentários com insinuações preconceituosas e nem citações a concorrentes da Catho Online. Todas as opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores, e não refletem a opinião da Catho Online.
Bruna Martinho
Leonardo Dias
Participação especial
Daniel Limas
Eventos
Dicas
Catho na Imprensa
Vagas
Mercado