Eduardo era um homem desses que tomam café com gelo. Sua criatividade era limitada somente aos recursos de que a natureza dispunha. Não fosse a gravidade, ele já teria inventado um carro que flutua e que se move usando somente a inércia.
No entanto tinha dificuldade em arrumar um emprego convencional. Suas entrevistas eram um grande problema: raramente passava da primeira pergunta.

Pára o mundo que eu quero descer! De verdade, de boa, de coração, que mundo é esse? Que cidade é essa? Que governo é esse?