por Letícia Fagundes
De repente entro no estúdio e a equipe está ouvindo uma música tranqüila e fazendo uns exercícios de alongamento. Nada muito complexo. O intuito era relaxar e preparar-se para mais um dia de labuta.
Entrei na idéia e participei da “ginástica laboral” improvisada. E, olha, foi bom, viu? Senti-me melhor durante todo o dia. Percebi diferença, sobretudo, na voz e na respiração. Sem contar o fato de que o momento descontraído também se refletiu pelo resto da manhã e da tarde.
A idéia nasceu da cabeça da Bruna Martinho, que simplesmente chegou naquele dia e resolveu incentivar os colegas a separarem 10 minutinhos para aquele relaxamento. Não precisou de muita coisa. Apenas conversa e um computador que tocasse um som inspirador.
E o que pode parecer uma bobagem ou não significar nada mudou a jornada de trabalho de alguns, como a minha, e agora se repete todos os dias.
Pensei em como podemos transformar nossas rotinas, seja dentro do ambiente de trabalho, seja em qualquer lugar, com pequenas iniciativas e atitudes.
Fica a reflexão.
Letícia Fagundes | 16 de Maio de 2008, 15h00 | Nenhum comentário »
por Bruna Martinho
Essa semana está ocorrendo o 11º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, realizado pela Mega Brasil. Tive a oportunidade de acompanhar as palestras do primeiro dia e vou dizer uma coisa: Web 2.0 é o que há! [rs].
Não teve uma palestra que eu assisti que não falasse sobre a Web 2.0 e sobre a tal da mídia social. Esclarecendo um pouco: a Web 2.0 é a chamada era da participação, do protagonismo, de pessoas se conectando com pessoas. Ela permite uma maior interatividade, colaboração e participação de todos para todos.
E a mídia social é conseqüência disso, são os blogs, as redes de relacionamento e as ferramentas novas que surgiram com a Web 2.0. É uma nova fonte de informação, que permite que você seja ouvido e que ouça os outros também, de todas as formas.
Hoje em dia, se você não está satisfeito com algum serviço ou com alguma empresa, você não precisa mais telefonar ou mandar uma cartinha pro SAC. Você cria um blog! Ou comenta em algum fórum, ou cria uma comunidade! As possibilidades são infinitas e novas ferramentas são criadas a todo instante.
E é por isso que as empresas devem ficar atentas a essa mídia social e precisam monitorar a Internet para saber o que falam sobre a sua empresa. Existe uma fonte melhor de informações do que o seu próprio consumidor?
Uma das palestrantes citou um caso muito interessante de um blog feito por um cliente da AOL que tentava cancelar sua conta e não conseguia. O fato repercutiu para a TV, jornais, revistas e criou uma grande confusão pro pessoal da AOL. O manual de retenção acabou vazando para um blog (obra de um ex-funcionário insatisfeito) e por aí foi… Esse é apenas um dos exemplos do impacto da mídia social.
Confira o vídeo abaixo da matéria veiculada na NBC sobre a AOL…
Bruna Martinho | 15 de Maio de 2008, 11h02 | Nenhum comentário »
por Naísa Modesto
Aposto que você também já ouviu a frase acima, provavelmente, durante alguma discussão no ambiente de trabalho. Eu já ouvi isso há algum tempo e confesso que acho bastante incompatível com a realidade do mercado.
Dizer “não sou pago para isso” ou coisas do gênero destoa da prática do bom trabalho em equipe e da cooperação tão necessária hoje para desempenhar um bom trabalho.
Quando alguém adota esta postura todos saem perdendo: a equipe, que sofre com a falta de cooperação de um integrante, e o próprio profissional, que pode estar deixando passar uma boa oportunidade de aprender uma coisa nova, de abrir uma porta e expandir seus conhecimentos.
Investimos tanto em especializações que às vezes acabamos reféns de nossos vastos conhecimentos que abrangem apenas uma área do nosso trabalho. Não confunda especialização com limitação. Ultrapasse fronteiras, e aprenda o que puder!
Naísa Modesto | 13 de Maio de 2008, 14h47 | Nenhum comentário »
por Fernão Silveira
Para começar a semana em que comemoramos o Dia do Automóvel (13 de maio), nada mais adequado do que falarmos em… trânsito! Tudo bem que o Dia foi criado para lembrar e louvar a criação de uma das “maravilhas modernas” da Humanidade, para comemorar a existência de uma máquina que quebrou centenas de paradigmas e tornou-se indispensável (será mesmo??) à vida das pessoas… Mas será que temos o que comemorar?
A indústria automobilística é pujante, inovadora, riquíssima, geradora de empregos e renda como poucas. E a oferta de crédito que temos experimentado no Brasil, em condições talvez jamais vistas em nossa oscilante economia, tem ocasionado quebras seguidas de recordes de produção e venda de veículos. Bacana, mas…já está faltando onde colocar tanto carro!
As pessoas, em geral, reclamam demais do trânsito e se queixam da perda absurda de tempo que sofremos quando parados em congestionamentos. Mas não existiam muitos números – pelo menos não ao alcance do grande público – sobre os milhares de prejuízos causados pelo trânsito. Pois bem: agora há, para total satisfação e completo entendimento dos “idiotas da objetividade” (pego emprestada mais esta expressão genial do mestre Nelson Rodrigues).
Estudo do Citigroup, um dos maiores grupos financeiros do mundo, divulgado exclusivamente pelo portal UOL, mostra que o trânsito gera uma perda de 5% na produtividade do Brasil – piores que nós, na América Latina, só o México, que tem perda de 5,1%. A pesquisa aponta ainda os três motivos principais para a piora no trânsito das grandes cidades latino-americanas: excesso de veículos, mudança da classe alta das regiões centrais para o subúrbio das grandes cidades e transporte público ineficaz.
Pois é… Não há mais média ou grande cidade brasileira que não sofra de alguma forma com o entupimento das estradas, ruas e avenidas por tantos carros. Para ajudar, nossa estrutura de transporte público parece congelada no tempo, com soluções que talvez fossem adequadas há 20 e poucos anos.
Vai chegar o dia em que, como vaticinam os especialistas, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Cidade do México, Buenos Aires e Santiago vão, simplesmente, parar. Simplesmente entupir, sem que qualquer objeto sobre quatro rodas consiga se locomover por mais de 200 metros. Será quase como uma imagem tirada de algum livro de José Saramago, mas de verdade – bem de verdade…
E você, já pegou o seu congestionamento hoje?
Fernão Silveira | 12 de Maio de 2008, 10h50 | Nenhum comentário »
por Letícia Fagundes
Ando assustada com o freqüente deslize e, às vezes, grosseiro tropeção das pessoas em relação à língua portuguesa. O pior é que tenho notado que o “assassinato” não ocorre apenas entre pessoas sem estudo ou que tiveram educação ruim. Muito pelo contrário….
Encontro por aí advogados, engenheiros e, pasmem, até professores falando errado. Profissionais que enchem a boca para falar que tem pós disso, MBA daquilo, 32 especializações, falam inglês, francês e espanhol. “Só” esquecem mesmo do português.
Procuro onde estaria o problema. E, claro, encontro muitas respostas vagas, mas todas recaem no problema da fraca educação básica e superior.
Portanto, cuidado ao escolherem suas instituições de ensino! Pipocam faculdades medíocres e mais recentemente cursos de especialização, pós, mestrados, MBA etc que, sinto muito, não têm a menor credibilidade.
Não adianta ser formado e pós-graduado, se você continuar falando mal, escrevendo mal, e não tiver bagagem cultural e maturidade.
Repito, fiquemos alertas quanto à qualidade dos cursos que escolhemos, quanto à eficiência de nosso aprendizado. É muito bom e fundamental que sempre estudemos, desde que seja para nosso real crescimento e não para algo que nos iluda.
Na última edição do Jornal Carreira & Sucesso, Naísa Modesto fez uma reportagem muito interessante sobre cursos de especialização. Clique aqui para ler!
O primeiro passo para acertar é esse: informação. Vamos saber o que é o que. E em qual perfil nos encaixamos mais. Melhor do que simplesmente sair se matriculando em qualquer curso, só para ter no currículo.
Letícia Fagundes | 9 de Maio de 2008, 17h12 | Nenhum comentário »
por Bruna Martinho
O Catho Notícias te dá as dicas! Confira!
Bruna Martinho | 8 de Maio de 2008, 14h35 | Nenhum comentário »
por Viviane Macedo
Organizar e trabalhar com o tempo ao nosso próprio favor é uma tarefa um tanto quanto difícil. Todos temos as mesmas 24 horas, mas há dias em que elas parecem não ser suficientes.
Confira uma matéria interessante com Christian Barbosa, escritor e consultor de gestão de tempo, ele dá dicas importantes de como trabalhar o seu tempo de forma produtiva. Clique aqui e assista a matéria.
Viviane Macedo | 7 de Maio de 2008, 19h53 | Nenhum comentário »
por Naísa Modesto
Foram 37,5 milhões de palavras em mais de um quarto de século. Esse é o melhor resumo que se pode fazer do diário com mais palavras já escrito.
O autor desta proeza é Robert Shields, um americano que desde 1972 mantinha uma rotina quase maluca para manter suas anotações atualizadas. Ali tinha de tudo: desde uma simples ida ao banheiro até críticas e considerações sobre a política e os jornais.
As coisas em sua vida foram ficando tão catalogadas pelo diário que ele acreditava que “nada verdadeiramente acontecia com ele a menos que fosse registrado”.
Dedicou boa parte de seus 89 anos a esta árdua tarefa, parcelando até mesmo suas horas de sono para ter oportunidade de anotar seus sonhos, para que - já impossibilitado de escrever no final da vida - sua mulher pudesse seguir adiante com o projeto. O velho Shields ditava sua rotina para a esposa Grace, que logo se cansou da monótona tarefa e desistiu.
Pouco tempo depois, o dedicado homem morreu e seguiu à risca sua previsão, pois algum tempo antes, quando um jornalista perguntou a ele o que aconteceria se parasse de escrever, respondeu: “seria como desligar minha vida”.
Naísa Modesto | 6 de Maio de 2008, 18h14 | Nenhum comentário »
por Fernão Silveira
Já comentei em outro post, neste mesmo (e nobre) Catho Blog, que a liderança é um tema cada vez mais marcante e presente na literatura empresarial contemporânea. Como teoriza John C. Maxwell, o maior “legislador” de liderança do mundo (ele adora livros com leis sobre o tema…), antes as obras de negócios focavam na gestão e na parte técnica da Administração. Hoje, porém, as atenções estão fortemente voltadas ao fator humano, ao poder de influenciar e motivar pessoas – algo que é muito mais difícil, subjetivo (gestores e empresários odeiam e temem coisas subjetivas…) e desafiador do que as normas técnicas.
O Jornal Carreira & Sucesso, veículo quinzenal de notícias produzido pelo Departamento de Comunicação da Catho Online, publicou em sua última edição uma entrevista interessantíssima com Betania Tanure, professora da Fundação Dom Cabral e uma das maiores especialistas em mundo corporativo que o País tem hoje (para ler a entrevista completa, clique aqui)
Pois a professora Betania, dentre as muitas coisas interressantes que abordou na entrevista à jornalista Naísa Modesto, falou sobre o “modelo brasileiro” de liderança, em contraponto às idéias sobre o tema que encontramos nos livros de especialistas americanos (John C. Maxwell e James Hunter são dois dos principais).
Vale a pena reproduzir:
“(…) Hoje ficou claro, com a literatura americana de liderança, que os americanos abordam a questão de liderar partindo da idéia de como capturar o coração das pessoas, como fazer com que se envolvam mais afetivamente. Se formos seguir esta regra, [nós, brasileiros] não precisamos disso, já sabemos fazê-lo naturalmente. O que precisamos é até o contrário: como garantir a questão relacional sem que ela interfira negativamente na minha avaliação. O que a gente precisa é diferente do que eles estão pregando. Se não fizermos esta leitura crítica e nos adaptarmos, não desenvolveremos as habilidades necessárias para as nossas empresas.”
Em minha opinião, a colocação da professora Betania Tanure é muito pertinente. Talvez pelas muitas diferenças culturais e comportamentais entre americanos e brasileiros, aqueles têm muito mais dificuldade em cativar e conquistar pessoas do que nós, que somos naturalmente afetuosos e emocionais (para o bem e para o mal, vale destacar). E é justamente por essa “latinidade” que podemos cair no pecado do paternalismo, do favorecimento, da injustiça e do exagero – enquanto os “frios” americanos e europeus têm muito mais foco e facilidade para aplicar corretamente um feedback e dar puxões de orelha, quando necessário.
(Parêntesis: a colocação acima me fez lembrar uma das centenas de regras de John Maxwell - “Não use um martelo para espantar uma mosca da testa de uma pessoa”. Quantas vezes os gestores não “erram a mão” e dão a um pequeno erro uma dimensão catastrófica, trágica, imperdoável? Pois é: isso significa espantar uma mosca [algo banal] da testa de uma pessoa com um martelo [de forma truculenta, inadequada e desnecessária]).
Liderança é um tema muito suculento… É sempre muito bom ler e discutir sobre ele! Você não acha??
Fernão Silveira | 5 de Maio de 2008, 12h18 | Nenhum comentário »
por Bruna Martinho
É fato que o brasileiro tem memória curta, ou melhor, mega curta, se é que isso existe. Fatos vão e vêm no nosso cotidiano e muita coisa importante acaba sendo esquecida no meio do caos da nossa vida. Mas existem coisas, que não querem que você esqueça…Pelo menos, por enquanto.
Eis que ligo a televisão logo cedo pela manhã ontem e adivinhem sobre qual notícia estão falando? Sim, o caso Isabella. Ligo a televisão hoje, no mesmo horário…Mesma notícia! Será que a mídia ainda não se cansou de explorar essa tragédia? Aposto que se o terremoto tivesse causado uma, o caso Isabella já estaria em segundo plano.
O público, condicionado ao que a mídia divulga, segue sua vida de robô e sai às ruas para comemorar o tal Dia do Trabalho. E como comemorar? Com shows, é claro. Toda e qualquer comemoração (até missa), hoje em dia, acaba em show. As pessoas estão perdendo o sentido da coisa, se é que você me entende [rs].
Nesses momentos de comemorações, pouco importa para o povo outra coisa. Eles esquecem que recebem um salário medíocre, ou que não estão satisfeitos com o seu emprego, ou que lutam por leis trabalhistas justas. Será que assistindo a um show eles estão lutando por seus direitos? Para mim, isso parece muito cômodo, reclamar de tudo e quando aparece uma oportunidade, fazer exatamente o que os outros querem que você faça: NADA.
É ilusão atrás de ilusão. Acorda, Brasil!
Bruna Martinho | 2 de Maio de 2008, 11h38 | 2 Comentários »
por Viviane Macedo
Apesar de ainda hoje estarmos longe do que muitos consideram o ideal, as relações de trabalho melhoraram muito nas últimas décadas. As condições estão mais humanas, mais próximas de um cenário apropriado e podemos perceber uma preocupação muito maior das empresas com relação ao bem-estar, saúde e qualidade de vida de seus funcionários.
Produzindo matérias para os jornais da Catho tenho a oportunidade de ver isso com mais evidência e tiro o chapéu para muitas empresas que estão se superando com relação ao respaldo e benefícios oferecidos aos colaboradores – uma relação realmente admirável.
E esse dia do trabalho fica marcado por essas conquistas de uma luta incessante por melhores condições, por mais benefícios, por melhor qualidade de vida e possibilidades de trabalho. Claro que ainda há muito a percorrer e muito a ser alcançado, mas daremos um passo de cada vez e assim conseguiremos chegar onde não poderíamos imaginar ser capaz.
Fiz uma reportagem especial para o Catho Notícias sobre o tema. As lutas, as conquistas e a importância desse dia. Confira a matéria em vídeo clicando aqui.
Viviane Macedo | 30 de Abril de 2008, 18h39 | Nenhum comentário »
por Naísa Modesto
Não são necessariamente as pressões, as metas, nem a falta de estabilidade que realmente nos estressam no ambiente de trabalho. São as pessoas. O fator humano é definitivamente a mais fascinante e irritante questão que envolve o trabalho em equipe.
A infinita possibilidade de aprender com aquela pessoa que passa mais tempo ao seu lado do que um irmão, pai ou companheiro é uma grande vantagem.
Com uma boa dose de paciência e cordialidade podemos suportar colegas alardearem sobre suas incríveis (eles realmente acreditam nisso) conquistas, imaturidade, falta de educação e até mesmo a falta de reconhecimento.
Pode apostar: algumas vezes vão passar por cima do seu trabalho, você vai se sentir desvalorizado ou até mesmo pensar “agora só funciono na base da patada”, mas isso passa. Nada que contar de 1 a 10, respirar fundo e repetir um mantra não dêem conta.
Seja qual for sua receita, perder a cabeça é a mais burra das respostas. Engolir sapo também nunca matou ninguém e vale mais a pena do que esquecer seus princípios. Já disse isso em um post anterior e volto a repetir: podem tirar uma oportunidade da sua mão, mas nunca o seu caráter.
Naísa Modesto | 29 de Abril de 2008, 18h50 | Nenhum comentário »
por Fernão Silveira
Pode até ser chavão, mas não deixa de ser a mais pura verdade: saber comunicar-se bem é importantíssimo para um profissional que pretende fazer sucesso hoje em dia. E isso independe da carreira escolhida. Desde os publicitários e vendedores, que têm a comunicação como uma característica básica, até os profissionais de carreiras mais “sisudas”, como os administradores e os engenheiros – ainda mais se considerarmos que estes últimos estão dominando atividades cada vez mais distantes da Engenharia (marketing, vendas, finanças, comunicação, logística…)
As pessoas, em geral, atribuem boa comunicação à extroversão, mas isso não é verdade necessariamente. A desenvoltura e o “gosto pelos holofotes” não garantem boas habilidades (ou “skills”, como está na moda dizer) de comunicação. O extrovertido pode muito bem sentir-se à vontade falando em público, mas pode ser péssimo na comunicação – ser cansativo e repetitivo, ter pouco vocabulário, cometer erros de português, não dominar o assunto sobre o qual está falando e por aí vai.
Já os tímidos, que geralmente são vistos como “ruins de comunicação”, podem ser muito mais eficientes do que os extrovertidos, justamente por serem mais objetivos e focados nas mensagens que precisam transmitir – afinal, como não se sentem sossegados ao deixar a “zona de conforto” e lidar com estranhos, sabem que precisam ser eficazes com o mínimo de exposição possível.
A boa comunicação nem sempre é eloqüente. Vale lembrar o ditado que prega: “uma imagem vale mais do que mil palavras”…
Você quer algumas dicas para melhorar seus “skills” de comunicação e fazer bonito naquela apresentação da empresa (ou da faculdade) que tanto lhe amedronta? Assista a esta reportagem do Catho Notícias e confira as recomendações de um especialista no assunto!
Fernão Silveira | 28 de Abril de 2008, 12h18 | Nenhum comentário »
por Letícia Fagundes
Ouvi dizer qualquer dia desses que “se existe demônio, ele certamente está dentro do computador.” Lembrei-me da frase nesta semana, quando, após fazer uma entrevista por telefone, fui checar a gravação. O arquivo estava lá, tudo certo. Mas, de repente, esbarrei no mouse e pisquei. Quando olhei de novo a tela do computador, ele já não estava mais lá…Juro!
Procurei, com a super ajuda de Viviane Macedo e Naísa Modesto, por todos os lugares. Lixeira, pastas. Tentamos dar Ctrl V, para ver se eu tinha clicado Ctrl C sem querer, tentamos desfazer. Nadaaaaa. Chamamos o suporte. Nadaaaa. Simplesmente sumiu. Inexplicável. E, conclusão: tive de fazer a entrevista de novo.
Quando me desculpei pela falha, disse: “As mesmas tecnologias que tanto nos ajudam, às vezes nos atrapalham.” E tive a certeza de que aquilo não ia estragar meu dia, como, de fato, não atrapalhou.
E é assim mesmo. As novas tecnologias estão aí para nos ajudar, nos auxiliar e fazem isso muito bem. Não é porque temos um probleminha aqui ou ali, uma dificuldade aqui ou ali, que temos de pensar em regredir e querer jogar o computador pela janela!
Já pararam para pensar em quanto a internet nos ajuda? Em quanto o computador facilita e agiliza nossos trabalhos?
Aliado a esse pensamento, chega até mim a notícia (por meio de post de Naísa Modesto) de que de hoje (25/04) a domingo (27/04) é Dia Global do Voluntariado Jovem e que, a partir desta idéia, nasceu o Movimento Blog Voluntário – “uma ação cujo objetivo é dar uma mexida na internet e fazer o Dia Global do Voluntariado Jovem acontecer também no mundo online”.
Então pensei: “de que forma posso ajudar, se eu mesma tenho tantas dúvidas neste mundo digital e virtual?”. Então, além de divulgar a campanha – saibam mais sobre a campanha clicando aqui - vou compartilhar com vocês dois “endereços” que tenho acessado muito e já estão na minha lista de Favoritos.
O primeiro é o do Guia dos Curiosos - http://www.guiadoscuriosos.ig.com.br/ - que tem várias informações interessantes, úteis ou inúteis – mas muuuito boas. Além de ter todos os links de outros sites bacanas, como o TV Curioso e o blog do curioso– muito bom também - http://curioso.blig.ig.com.br/
E o outro é o E-Bistrô, um blog literalmente delicioso sobre a boa gastronomia da cidade de São Paulo. Mas, cuidado ao acessa-lo. Você vai querer sair correndo daí, de onde você está, para conhecer e saborear as delícias descritas nele. Mas, vale a pena: http://e-bistro.blogspot.com/
E você? Tem alguma informação bacana, um site, um blog, um artigo, ou qualquer coisa do gênero, para compartilhar?
Letícia Fagundes | 25 de Abril de 2008, 08h00 | 1 Comentário »
por Bruna Martinho
Você já ouviu falar desse site? Aproveitando o Dia Global do Voluntariado Jovem, vou tentar deixar a minha contribuição e explicar um pouquinho sobre essa super ferramenta de armazenamento de informações da Internet.
É o seguinte: sabe quando você acessa um site super bacana que você encontrou pelo Google ou está lendo uma notícia em algum portal por aí? E você fica pensando: poxa, eu queria guardar essa página para poder voltar nela mais tarde. Daí você tenta salvar como “Favoritos”, mas isso não dá muito certo, pois a organização não é boa e as páginas acabam perdidas num limbo.
É aí que entra o Del.icio.us! A definição dele, segundo a Wikipédia é um site que permite que você adicione e pesquise bookmarks sobre qualquer assunto. Mais do que um mecanismo de buscas para encontrar o que quiser na web ele é uma ferramenta para arquivar e catalogar seus sites preferidos para que você possa acessá-los de qualquer lugar. Você também pode compartilhar seus bookmarks com os amigos e visualizar os favoritos públicos de vários membros da comunidade. Além desse uso o del.icio.us pode ser usado para criar listas de presentes, para acompanhar web-sites que tem conteúdo e links dinâmicos e para pesquisas sobre qualquer assunto.
É um fenômeno e tanto! Se você ainda não aderiu ao Del.icio.us, não perca tempo! Entre aqui e faça o seu cadastro.
Bruna Martinho | 24 de Abril de 2008, 09h19 | 1 Comentário »
por Viviane Macedo
O que foi aquele tremor ontem à noite? Sinceramente, eu não senti nada, estava a caminho de casa, mas ao chegar me deparei com pessoas na rua conversando sobre um tremor que havia estremecido suas casas… Estranhei, mas não dei muita importância, achei que era mera impressão.
Entrei em casa e, enquanto jantava, ouvi uma chamada do jornal anunciando que um tremor havia sido sentido em diversas partes de São Paulo e em outros estados também. Aí realmente acreditei.
Fiquei pensando como aquela situação era estranha. Como, de repente, sem nenhum motivo aparente, nossa casa pode “tremer”, nossas bases, até então firmes, serem estremecidas.
Pensando mais um pouco, associei o acontecido com a nossa vida e com a carreira de um modo geral. Estamos bem, acreditando que tudo anda como deveria e, do nada, somos surpreendidos por uma “cara feia” de um lado, uma bronca do outro e, quando menos esperamos, uma demissão.
A carreira passa por um terremoto, tudo que acreditamos ser certo saí do lugar, nossos conceitos e nossa base caem por terra…
O que fazer nessa hora?
Igual ao tremor, quando acontece literalmente, esse terremoto na carreira passa mais rápido do que podemos imaginar… Não é uma questão de segundos, mas talvez alguns dias, respirar bem fundo e traçar novos objetivos seja o suficiente para ordenar as peças que saíram do lugar.
Isso já aconteceu com você? Já viu sua carreira profissional num terremoto, de uma hora para outra? Comente, conte a sua história.
Viviane Macedo | 23 de Abril de 2008, 18h35 | 2 Comentários »
por Naísa Modesto
Postar fotos, fofocas, textos e o que der na telha é uma das vantagens de manter um blog. Comunicar-se livremente com quer que seja, longe de pressões e padrões pode ser uma boa. Mas um blog pode ser ainda mais útil, um bom exemplo é o Movimento Blog Voluntário.
Alguns blogueiros famosos já aderiram à idéia, que é muito simples: de 25 a 27 de abril, pessoas do mundo inteiro trabalharão para melhorar o ambiente global e local. O princípio é aproveitar a ocasião do Dia Global do Voluntariado Jovem e para movimentar as coisas pela rede.
Blogueiros participantes colocarão em suas páginas posts direcionados àqueles que têm alguma dificuldade para usar o computador. É uma opção bem moderna para quem quer contribuir para a diminuição do analfabetismo digital. Vale publicar um artigo, tutorial, dicas, soluções para problemas conhecidos… Cada um ajuda como puder.
Então, se você gostou da idéia, inscreva-se (aqui) ou contribua de alguma forma. Se você prefere fazer sua boa ação colocando a mão na massa, clique aqui e saiba como participar do Dia Global do Voluntariado Jovem.
Naísa Modesto | 22 de Abril de 2008, 15h15 | Nenhum comentário »
por Leonardo Dias
Evandro queria sair de sua empresa atual. Era uma empresa de tecnologia de pequeno porte, com poucos clientes que traziam muito dinheiro, mas grande parte era para o dono. Evandro, principal analista de tecnologia da informação da empresa, não estava satisfeito nem com o salário que recebia, nem com o clima ruim no trabalho proporcionado pela estupidez do diretor e dono da empresa.
A melhor forma seria ser demitido. Para isso, entretanto, ele teria de começar a agir como um mau funcionário, chegando atrasado e não entregando projetos. Não era uma boa idéia, pois isso poderia afetar a sua carreira em futuras referências.
Outra forma seria pedir diretamente ao diretor, Sr. Manuel, para que ele o demitisse. Mas sabia que isso não iria acontecer: a empresa dependia demais de Evandro, e o diretor não o mandaria embora simplesmente porque ele queria.
Uma terceira forma era simplesmente começar a procurar emprego. Evandro passaria muito tempo no telefone agendando entrevista e teria de sair mais cedo e chegar mais tarde alguns dias por causa das entrevistas.
Seria o suficiente para o Sr. Manuel mandá-lo embora. No entanto também havia o risco do diretor começar a dar-lhe advertências e ameaçar a demissão por justa causa, a pior das hipóteses.
Foi então que, decidido, levantou-se com tudo de sua cadeira e foi em direção à sala do diretor. Seus olhos brilhavam. Foi logo entrando de uma vez e foi dizendo:
- Eu preciso de um aumento.
- Agora não dá.
- Eu preciso. O mercado está pagando muito mais para o meu cargo. Já tive propostas e não aceitei, outra vez. Mas agora é necessário.
- Não tem como.
- Tudo bem. Então a partir de hoje eu vou começar a procurar um novo emprego.
- O que?
- É isso mesmo. Vou procurar um novo emprego. Vou cumprir com as minhas responsabilidades aqui, mas também vou procurar um novo emprego. Obrigado.
E saiu da sala. Muitas pessoas podem questionar essa atitude de Evandro. Será que ele fez o certo?
Fez sim. Evandro sempre trabalhou com lógica e, dessa vez, não foi diferente. Não importava para ele. Qualquer uma das alternativas faria com que ele ganhasse o jogo. Foi como um xeque-mate: não havia opções que pudessem salvar o rei. No caso, o diretor.
Se ele quisesse demitir o seu analista, sem problemas: era o que ele queria. E se deixasse-o procurar emprego, sem problemas também. Não poderia demitir um funcionário por justa causa por excesso de honestidade. E também não há como forçar um funcionário a pedir demissão, ainda mais um determinado a conseguir o que quer.
Foi com essa jogada que Evandro ganhou o jogo - e, de quebra, um novo e melhor emprego.
Leonardo Dias | 19 de Abril de 2008, 09h09 | Nenhum comentário »
por Letícia Fagundes
Hoje, 18 de abril, é Dia do Autor, Dia Nacional do Livro Infantil, Dia Estadual de Monteiro Lobato. Não resisti e vou ter de falar sobre o assunto.
Reclamamos que as pessoas não têm educação, que não são civilizadas, que não têm cultura. Muitos atribuem a culpa à desigualdade social. As diferenças que vivemos hoje no Brasil são realmente revoltantes mesmo.
Mas, às vezes, ricos ou pobres, dispensamos um direito e um poder que realmente é de todos e está à mão de todos. O direito de ler.
Livros podem ser comprados – ok, sei que atualmente a maioria é muito cara -, porém também podem e devem ser trocados, emprestados. Existem bibliotecas públicas, existem programas que promovem a troca de livros, como aconteceu recentemente em alguns parques da cidade de São Paulo. Bastava chegar ao local com algum livro (ou com uma sacola deles) e fazer essa espécie de “escambo literário”.
Ou seja, todo mundo tem acesso. Ok, também sei que o Brasil infelizmente vive uma realidade dura onde milhares de pessoas ainda são analfabetas e outras tantas são as consideradas analfabetas funcionais.
Mas, o que digo aqui é que a maioria que pode, negligencia esse imenso poder. Ler um livro é viajar estando na cama, no sofá, deitado na rede ou debaixo de um guarda-sol na praia. Ler um livro é conhecer outras culturas mesmo sob o refúgio da sua própria. Ler um livro é soltar a imaginação, criar personagens na mente e vê-los quase andando pela sua casa.
Se reclamamos que as crianças não gostam de ler, por que não sentamos ao lado delas e lemos histórias? Por que não damos de presente livros infantis no lugar de tantos brinquedos tecnológicos que eles têm aos montes? É praticamente impossível uma criança crescer ouvindo histórias e não gostar mais depois. É como qualquer vício, mas neste caso um vício que só faz bem.
Como é possível uma criança não saber quem foi Monteiro Lobato? Pode ser saudosismo, mas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo continuarão para sempre atuais.
Como é possível uma criança dizer: “não gosto de ler!”. Já tentou? Se não gostamos daquela história, basta encontrar aquela da qual gostamos. Ou não se gosta de vida? Não se gosta de criatividade? Não se gosta de ouvir? Não se gosta de viajar?
Lendo e incentivando os pequenos a lerem teremos muito mais percepção, educação e cultura do que imaginamos.
Então, nesta data tão especial para os livros, comece a ler um novo, termine aquele abandonado na estante, dê um livro de presente. Ao menos, experimente! Tenho certeza de que muitas vezes é bem melhor do que ouvir incessantemente as mesmas notícias na TV.
Letícia Fagundes | 18 de Abril de 2008, 11h18 | 6 Comentários »
por Viviane Macedo
Às vezes tenho vergonha do que leio, do que ouço e do que assisto. O jornalismo no nosso país, e até acredito que de um modo geral, tomou rumos muito superficiais, onde vira notícia o que rende audiência, o que “tem sangue”.
O caso da menina Isabella é um exemplo perfeito para o que eu estou falando. O jornalismo está ultrapassando todos os limites, pura e simplesmente, porque tem o dever de informar a população. Mas que população? Quem tem interesse em saber se o pai e a madrasta saíram da casa onde estavam às 14h para visitar os filhos, ou quem não poderia viver sem saber que o pai da menina apareceu na janela? Por favor, sejamos mais realistas…
Todos nós continuamos com os mesmos problemas, a corrupção não parou para assistir a repercussão do caso Isabella, os assaltos, os seqüestros, a fome estampada no rosto dos moradores de rua - nada disso congelou como fez a televisão, os jornais, enfim, toda a imprensa brasileira.
Não sou uma pessoa fria e calculista, concordo que esse foi um caso que abalou toda a população, que é horrível imaginar que existem pessoas capazes de fazer mal a uma criança, indefesa e inofensiva. Mas não acho que podemos parar agora e esquecer de todo o resto para ver o que acontece… Fazer plantão na frente de uma delegacia ou da casa de pessoas, que podem ou não ser culpadas. Que caso não sejam, estão vivendo um inferno e, se forem, caberá a polícia descobrir e fazer cumprir a lei.
Não tenho uma opinião formada sobre esse caso e não faço a mínima questão de ter, afinal nada tenho para ajudar e prefiro também não atrapalhar com conclusões precipitadas ou tidas a partir de um senso comum, que acredita que tudo que sai na TV é verdade, que se escreveram no jornal podemos acreditar… O que, de fato, não é a realidade!
Acho que essa é a hora de ficar cada um no seu lugar e fazendo o seu trabalho. Como o velho ditado popular: “Cada macaco no seu galho”. Que os jornalistas fiquem nos seus e deixem o caso nas mãos de quem está apto a fazer isso. Que cessem as perguntas às quais já sabemos as respostas, de como a mãe está se sentindo ou se ela quer justiça, por exemplo. Que comecem a ter mais responsabilidade com o que é veiculado, pois tem um público totalmente vulnerável atrás da televisão e lendo as folhas de um jornal, um público que acredita piamente em tudo que está ali.
Lamentável, é assim que eu acabo esse post, cheio de vergonha e revolta. Revolta com meios de comunicação carregados de interesses próprios e pouco preocupados de como isso reflete na vida das pessoas. Meios que conseguem falar o dia inteiro, em mais de três programas diferentes o mesmo assunto e mostrando as mesmas entrevistas… Enfim, esse caso é duas vezes lamentável!
Viviane Macedo | 17 de Abril de 2008, 09h42 | 2 Comentários »